Progressistas, republicanos ou entreguistas?

Qual será o nosso caminho? Republicano, progressista ou entreguista? Ainda muito jovem, ouvindo uma conversa, tempos atrás, vi e ouvi um conhecido professor e intelectual falar a um velho conhecido meu, que já está no andar de cima: – Meu irmão, nós temos que ser progressistas! Depois que o conhecido professor se foi, perguntei: – […]

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Qual será o nosso caminho? Republicano, progressista ou entreguista?

Ainda muito jovem, ouvindo uma conversa, tempos atrás, vi e ouvi um conhecido professor e intelectual falar a um velho conhecido meu, que já está no andar de cima:
– Meu irmão, nós temos que ser progressistas!

Depois que o conhecido professor se foi, perguntei:

– O que ele quis dizer com isso?
E o velho amigo, talvez sem conhecimento de causa, ideologicamente temperado pelo radicalismo, respondeu:
– Ele quer que a gente seja comunista!

 

Mas, afinal de contas, o que é ser progressista?
De acordo com o Dicionário Online de Português ser progressista é a pessoa que defende o progresso social e político, que é a favor do progresso, das transformações políticas ou de reformas sociais. A Wikipédia esclarece mais e diz que “Progressismo é um conjunto de doutrinas filosóficas, éticas e econômicas baseado na ideia de que o progresso, entendido como avanço científico, tecnológico, econômico e social, é vital para o aperfeiçoamento da condição humana. Essa ideia de progresso integra o ideário iluminista e tem, como corolário, a crença de que as sociedades podem se desenvolver mediante o fortalecimento das bases do conhecimento empírico. O progressismo está ligado à ideia de “progresso infinito” mediante transformações da sociedade, da economia e da política. A ideia de progresso, por sua vez, é frequentemente relacionada com o evolucionismo e o positivismo.”

 

E o que é ser republicano?
Afirma Luiz Flávio Gomes (JusBrasil) que ser republicano é crer na igualdade civil de todos, sem distinção de qualquer natureza”. “É não perguntar: ‘Você sabe com quem está falando?” “É crer na lei como garantia da liberdade”. “É saber que o Estado não é uma extensão da família, um clube de amigos, um grupo de companheiros”.

 

Ser um conservador extremista e ser republicano é a mesma coisa?
Na visão de muitos analistas, como a da minha, não, absolutamente não, embora algumas posturas políticas conhecidas, como a de Trump, acabem embaralhando a cabeça da comunidade mundial. Portanto, ser um republicano progressista é pensar na qualidade de vida de todos.

E o que é entreguismo?
Modernamente o entreguismo consiste na desnacionalização sistemática da indústria, especialmente de setores considerados por determinados segmentos ideológicos e políticos como setores-chave da indústria de produção, mediante a transferência de seu controle para capitais estrangeiros.A Wikipédia esclarece que“entreguismo, também chamado, no Brasil, de cosmopolitismo, em sentido estrito, é o preceito, mentalidade ou prática político-ideológica de entregar recursos naturais de uma nação para exploração por entidades, empresas etc. de outro país e de capital internacional. É um dos instrumentos de auto-reprodução de uma sociedade de elite, e de manutenção da acumulação entravada.”

 

Nosso grave problema histórico está na velha e perversa política entreguista que sempre define e direciona rumos ou caminhos contrários ao desenvolvimento real de uma Nação livre, soberana e economicamente independente. Americanos, europeus e asiáticos praticam uma política protecionista e fixam tarifas alfandegárias elevadas e seletivas para proteger a sua indústria. Eles concedem subsídios para favorecer o crescimento de empresas que comprovadamente geram empregos, renda e desenvolvimento e realizam ótimos investimentos em ferrovias, rodovias, hidrovias, portos, energia e saneamento, imperativo dever de casa para nós brasileiros. Lamentavelmente, a política entreguista brasileira, por décadas na contramão, inversa e ao contrário da política norte-americana e de muitos países europeus e asiáticos, promoveu a desnacionalização sistemática da indústria, principalmente de setores considerados por determinados segmentos ideológicos e políticos como setores-chave da indústria de produção, transferindo seu controle a capitais estrangeiros. É a delegação de controle interno e administrativo de setores estratégicos da economia de um país que define seu rumo para o desenvolvimento ou para o buraco. Oxalá o presidente consiga mudar esta perversa e triste realidade, retirando o verdadeiro nó da forca em prol da melhoria da saúde da economia brasileira.


 
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