Projetos esquecidos

Algumas coisas nesta terra a gente sinceramente procura entender, tenta e não consegue uma explicação lógica e técnica para o engavetamento histórico de importantes projetos de suma importância ao desenvolvimento regional.Alguns analistas consideram que o que realmente atrapalha são as velhas divergências políticas. Interesses pessoais e políticos, dizem, acabam por sobrepor o interesse regional. Outros […]

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Algumas coisas nesta terra a gente sinceramente procura entender, tenta e não consegue uma explicação lógica e técnica para o engavetamento histórico de importantes projetos de suma importância ao desenvolvimento regional.Alguns analistas consideram que o que realmente atrapalha são as velhas divergências políticas.

Interesses pessoais e políticos, dizem, acabam por sobrepor o interesse regional. Outros argumentam que o advento do parque do Tumucumaque, criado no dia 22 de agosto 2002, acabou engessando municípios e inviabilizando importantes projetos regionais como o Programa de Rochas Ornamentais.

Parido na Coordenadoria Estadual de Indústria, Comércio e Mineração, ainda na década de 90, o programa seria uma excelente ferramenta de geração de empregos e renda com agregação de valor ao produto transformado, a matéria prima. Instalação de fábricas de mármores e granitos no Distrito Industrial seria o resultado final da exploração de jazidas em Porto Grande. Medidas preservacionistas de proteção ao meio ambiente, imbróglios políticos “i otrascositas” acabaram soterrando este importante projeto. Outra grande sacada genial foi à criação do Programa de Fomento à Indústria de Confecções, o Profic.

Havia uma importante articulação com o mercado chinês para trabalhar no Amapá a seda chinesa, aqui produzindo produtos Made in Amapá, para exportação. Seria expressivo o número de empregos gerados no Amapá após o funcionamento das fábricas viabilizadas pelo Profic. Infelizmente, até hoje, este importante projeto não saiu do papel. O que caminhou um pouco embora não o necessário foi o Programa do Mobiliário e o Oleiro Cerâmico.

O primeiro, o Programa do Mobiliário, carece de mais incentivos e apoio técnico ao setor. O segundo, o Oleiro Cerâmico, deu mais uns passos seguros, mas ainda necessita firmar-se no mercado nacional. O trabalho artesanal feito com cipó titica, cadeiras e móveis de vime que tanto encantam turistas de outros países e pessoas do sul maravilha também carecem de atenção especial tanto da turma do meio ambiente como do órgão incentivador.

Os artesãos precisam de apoio e viabilizar licenças para a retirada da matéria prima da MãeNatureza, assim como de fontes seguras de financiamento. Tudo necessita de apoio, palavrinha mágica que faz as coisas realmente funcionarem.


 
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