Cleber Barbosa

Cooperativismo


 

Lideranças do cooperativismo amapaense articulam a criação de uma frente unificada para o pequeno produtor. Com as mudanças políticas, o setor quer garantir assento nos conselhos de desenvolvimento do Estado. A meta é garantir que o microcrédito e o fomento cheguem fortes na base da economia familiar de Macapá.

 

Política

O governador eleito Antônio Furlan deu o tom de sua futura gestão ao anunciar a médica Érica Aymoré para a Sesa. Braço direito do Executivo municipal e recém-eleita federal, sua escolha sinaliza uma transição focada em esvaziar a influência de antigos caciques na saúde e focar no projeto chamado por ele como “Amapá Saudável”, a partir de 2027.

 

Lealdade

O anúncio de Diego Santos para a Casa Civil mostra que Furlan prioriza a lealdade na articulação política interna. Vindo do núcleo duro da Prefeitura de Macapá, Diego terá a dura missão de pacificar a Assembleia Legislativa logo no início do mandato, em um cenário estadual bem diferente e mais complexo do que o municipal.

 

Meio ambiente

A indicação de Valcir Marvulle para a Sema é estratégica. Ele comandou a pauta ambiental na capital e assume o Estado com a missão declarada de converter ativos naturais em desenvolvimento. O mercado vê com bons olhos: a ordem é destravar licenças travadas e dar celeridade ao setor sem perder o rigor técnico necessário.

 

Cidades

A confirmação de Helson Freitas na Secretaria das Cidades carimba o estilo “mão na massa” que Furlan gosta de construir. Gestor de rua na Zeladoria de Macapá, e solícito com os profissionais de imprensa, Helson vai replicar o modelo de mutirões de limpeza e infraestrutura urbana no interior. É a aposta técnica para garantir entregas visíveis e rápidas nos 16 municípios.

 

Logística portuária

A saturação das rotas de escoamento no norte reacendeu o alerta em Santana.
Associações de logística pressionam por investimentos urgentes na dragagem e modernização dos portos locais.
Sem isso, o Amapá corre o risco de perder competitividade para os portos vizinhos do Pará no transporte de grãos e minérios.

 

AS ÚLTIMAS

ENERGIA – Debate sobre o petróleo na costa amapaense ferve nos bastidores corporativos locais. Grupos correm contra o tempo para parcerias de infraestrutura portuária. E que o novo mercado de óleo e gás possa atrair investimentos, transformando a capital no hub de suporte técnico da Margem Equatorial.

AÇAÍ – O mercado internacional do açaí exige certificações de rastreabilidade. Por aqui, agroindústrias negociam tecnologias de blockchain para selar a origem do fruto ribeirinho. O objetivo é blindar o produto local contra barreiras fitossanitárias europeias e agregar valor na ponta da exportação.

RECURSO – A promessa de campanha de Furlan de criar um Fundo Soberano Amapaense com os royalties do petróleo já movimenta economistas locais. A ideia é blindar as receitas futuras contra o uso político e focar em investimentos estruturais. O mercado financeiro aguarda o desenho técnico do fundo para desenhar novas linhas de crédito.

AGRO – Produtores do agro amapaense preparam forte agenda para apresentar ao governo de transição. A prioridade é a regularização fundiária e a melhoria dos ramais de escoamento no leste do estado. Querem garantias de que o foco no petróleo não vai eclipsar avanços recentes de grãos.

 

************************************