Cleber Barbosa

Exército na BR


 

Atualmente, o DNIT e o Exército Brasileiro mantêm frentes de trabalho ativas tanto no Tronco Norte quanto no Tronco Sul. O objetivo das últimas ordens de serviço assinadas pelo Ministério dos Transportes é extinguir os últimos grandes gargalos de terra e finalmente aposentar o apelido de “obra inacabada”.

 

Estrada

A BR-156, no Amapá, é popularmente conhecida como “a vovó das rodovias federais” porque é considerada a obra pública mais antiga em andamento no Brasil. O projeto e a abertura da estrada começaram em 1932 — idealizados pelo Marechal Cândido Rondon — e, mesmo após mais de 90 anos, a rodovia ainda não foi totalmente concluída.

 

Números

Símbolo de distanciamento e isolamento do restante do Brasil, o Amapá é o estado mais isolado por terra do país. A principal rodovia federal tem uma extensão de 823 km, é a espinha dorsal que conecta o sul (Laranjal do Jari) ao extremo norte (Oiapoque, na fronteira com a Guiana Francesa), passando pela capital Macapá – pelo menos nos domínios do município ela passa sim.

 

Desafios

Atualmente, os esforços do Governo Federal e do DNIT estão concentrados em pavimentar os lotes críticos do trecho atual da BR-156 dentro do Amapá (tanto no Tronco Norte em direção ao Oiapoque, quanto no Tronco Sul entre Macapá e Laranjal do Jari). O Amapá é um estado isolado por terra do restante do Brasil, sem pontes que cruzem o Rio Amazonas para conectá-lo ao país.

 

Crescimento

Informação repassada pelo superintendente da PRF no Amapá, Klebson Sampaio, confirma o prolongamento da BR-156, coforme o Plano Nacional de Viação. O documento prevê a extensão da BR-156 saindo de Laranjal do Jari (AP) até o município de Alenquer (PA), no norte do Pará (Calha Norte). Esse novo trecho federalizado possui cerca de 382 km e se sobrepõe à atual rodovia estadual paraense chamada de PA-254.

 

Tempo até o futuro

A produção de petróleo na Margem Equatorial pode demorar entre seis e sete anos, mas a descoberta de indícios de óleo no primeiro poço perfurado pela Petrobras nas águas ultraprofundas do Amapá trouxe otimismo para o mercado e para a companhia, que chega ao resultado dez meses depois de iniciada a campanha no poço pioneiro de Morpho.

 

AS ÚLTIMAS

FAKE NEWS – Não é verdade que a China comprou toda a produção de açaí do Amapá até 2031, como afirmam postagens nas redes sociais. O acordo citado prevê a exportação de 15.000 toneladas da fruta nos próximos cinco anos, equivalente a cerca da metade do que o estado produz em um ano. Além disso, o contrato foi firmado com apenas uma cooperativa do estado, mas há outras 12 organizações do tipo no Amapá.
O negócio internacional foi fechado entre a cooperativa Amazonbai com a Bio+Açaí, segunda maior rede de distribuição de alimentos da China. No entanto, o Amapá tem outras 12 organizações do tipo, segundo levantamento de 2019 do ICMBio da Biodiversidade.

JUSTIÇA ELEITORAL – Com foco no planejamento e na eficiência dos trabalhos para as Eleições 2026, o Grupo de Assessoria dos Juízes e a Secretaria Judiciária do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) realizaram uma reunião para definir ações conjuntas relacionadas ao processamento dos registros de candidaturas e das demandas envolvendo propaganda eleitoral.
O encontro teve como objetivo fortalecer a integração entre as unidades responsáveis pela análise e pelo processamento desses processos, garantindo maior agilidade na tramitação e no julgamento das ações durante o período eleitoral.
A coluna apurou ainda que essa iniciativa busca otimizar o fluxo de trabalho diante do calendário eleitoral, que impõe prazos para a apreciação dos processos.

 

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