Cleber Barbosa

Mineração


 

A Zion Mineração recebeu o sinal verde ambiental do governo do estado para injetar R$ 120 milhões no distrito do Lourenço. O secretário de Mineração, Mamede Barbosa, anda entusiasmado nos bastidores. O projeto vai sepultar o uso de mercúrio e barragens de rejeitos na região, adotando tecnologia gravimétrica avançada. Virada de chave total.

 

Mercado

A confirmação de óleo leve e ultravalioso no poço Morpho pela Petrobras disparou o radar das gigantes globais de engenharia offshore. Executivos e engenheiros da Schlumberger e da Baker Hughes já circulam discretamente pelos hotéis de Macapá. A ordem é mapear terrenos para bases de apoio logístico rápido na capital. O PIB do AP promete voar alto.

 

Logística

A Petrobras vai mesmo usar o aeroporto de Belém como base aérea principal para a Foz do Amazonas, mas o Amapá não quer ficar só com os royalties. Nos bastidores da Transpetro, o desenho de um porto de apoio offshore em águas amapaenses avançou. A ideia de um inédito porto-ilha para abastecer as Guianas ganhou força total na Secretaria de Desenvolvimento Econômico.

 

Prospecto

O “efeito Macaé” começou no extremo norte. Investidores imobiliários do Sudeste estão comprando lotes a portas fechadas em Oiapoque. O foco? Construção expressa de hotéis corporativos e galpões. Quem desembarcou no estado de olho nisso foi o influenciador de ciência Sérgio Sacani, que defende publicamente o Amapá como a bola da vez da economia.

 

Oportunidades

A adesão relâmpago do Amapá ao Repetro (regime aduaneiro especial) foi comemorada pelo PIB local. Lideranças empresariais ligadas à Fecomércio e à Fieap já costuram missões até para Houston e ao Rio. O recado interno é claro: quem não qualificar pessoal em logística portuária e soldagem industrial até o próximo semestre vai perder o bonde do petróleo.

 

Pela vez do Amapá

A queda de braço pelos royalties do petróleo já começou no Supremo Tribunal Federal. O governador Clécio Luís atua pessoalmente com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para barrar uma ação que tenta pulverizar os recursos da Margem Equatorial com estados não produtores. Alcolumbre avisou ao Planalto: a riqueza precisa virar emprego direto no Amapá.

 

AS ÚLTIMAS

PORTO – O Grupo Rocha Terminais Portuários, que venceu o leilão do terminal MCP01, detalhou que Santana é peça-chave no plano de R$ 1 bi para conectar o Arco Norte aos maiores mercados globais. Linhas de esteiras suspensas de última geração e silos gigantes começam a ser erguidos.

 

AGRO – A Expofeira do Amapá consolidou-se como a “Agrishow do Norte” ao movimentar cifras históricas. No rastro do Amapá Agro Summit, fundos de investimento do Centro-Oeste miram a expansão dos grãos locais. O grande trunfo foi a liberação de quase R$ 100 bilhões do Plano Safra para o campo regional.

 

GRÃOS – A estratégia da Rocha em Santana é agressiva: capturar o fluxo de barcaças de grãos vindas de Miritituba (PA) e mandar fertilizantes de volta. Fonte confidenciou que o gargalo agora é pescar talentos locais para operar os guindastes de R$ 30 milhões recém-comprados. A caça por engenheiros de logística no Amapá começou.

 

FIEAP – Sebrae, Senar e Faeap fecharam um pacto inédito batizado de “Juntos pelo Agro Amapá”. O comitê gestor, liderado por Bruno Castro, blinda e profissionaliza produtores nos 16 municípios. O plano é verticalizar as cadeias de açaí e cacau, transformando o estado em exportador de produtos finais.