Heraldo Almeida

Conheça a dança do Zimba


Dança folclórica de origem africana presente unicamente na comunidade negra do Cunani, vila rural localizada no interior do município de Calçoene (litoral norte do estado do Amapá). É dançado em honra aos santos da Igreja Católica Apostólica Romana, em especial São Benedito e Santa Maria.

Em coro, os zimbeiros respondem aos “jogados” dos cantores, enquanto volteiam entre si ou ao redor dos tambores e pandeiros em sentido inverso ao do relógio. É similar ao batuque do Quilombo do Curiaú (localizado próximo a Macapá). O zimba é uma festa folclórica afro do Amapá.

Palavra possivelmente de origem Afro. Sinônimo de Carimbó, dessa forma é dança, ritmo, tambor coberto por de couro de cobra, na microrregião do salgado paraense é também é uma espécie de reunião festiva na qual participam parente de sangue ou não, para comemorar a vida e suas datas festivas em um grande ato de confraternização com comidas, bebidas, danças (entre elas o Carimbó), troca de informações, muitas brincadieras e alegria típica do caboclo amazônico. Também é conjugado como verbo Zimbar, ação que determina velocidade, dinâmica. Sair às pressas.

Os grupos folclóricos da comunidade de Cunani, no município de Calçoene, realizam programações festivas com o Zimba em todas as datas comemorativas do lugar e na semana da consciência negra, no mês de novembro, no Encontro dos Tambores, no Centro de Cultura Negra, em Macapá.

Nas festas os grupos utilizam tambores feitos de tronco de árvore, cobertos de couro de cobra jibóia ou de cabrito, e tocam em ritmo acelerado, parecido com o carimbo (PA) e o batuque (AP), (rápido e veloz), marcando sempre com dois bastões de madeira que repenicam atrás do tambor, quando esse é batucado (tocado). Um ritmo contagiando que não deixa ninguém ficar sentado.

 

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Organização

A quadrilha junina Simpatia da Juventude está pronta e organizada para os próximos festivais. Mesmo com a pandemia do novo coronavírus, o presidente Danilo Madureira e sua diretoria não pararam de trabalhar e estão ansiosos para iniciarem o novo projeto. #Aguardem.

 

Literatura

A escritora Esmeraldina dos Santos vai lançar duas obras literárias, ‘E Encanto do Boto’ e ‘O Sonho de Uma Menina’.
Ao vivo pela página da artista, no Facebook e Instagram, dia 9 de março, às 16h. O patrocínio é da Prefeitura de Macapá, através do Improir.

 

Teatro e dança

De 4 a 7 de março (quinta a domingo), o Itaú Cultural vai realizar uma série de apresentações de teatro e dança com temáticas da identidade negra e indígena, dentro da programação Palco Virtual. Confira no site do Itaú Cultural.

 

Aguardando

As Ligas e Federações juninas ainda não se manifestaram publicamente a respeito do projeto 2021 para as quadrilhas juninas.
Sabemos que não haverá festival presencial, devido a pandemia do novo coronavírus, mas os quadrilheiros aguardam uma posição se haverá programação On Line. Muitos grupos estão organizando suas atividades, independente das Ligas e Federações.

 

Amapalidade

Grupo de samba amapaense, Gente de Casa continua selecionando repertório para gravar músicas regionais amazônicas, no ritmo do samba. Um belo projeto.

 

Cultura e arte

Em Juruti, oeste do Pará, todo mês de junho é realizado o Festival Folclórico das Tribos Indígenas Munduruku e Muirapinima. Considerado o maior da Amazônia.

 

Orgulho Meu

Título de um dos sambas do cantor e compositor Carlos Pirú, em homenagem ao laguinho, bairro onde nasceu. “Orgulho meu que eu canto agora/onde eu nasci/ me criei/ Laguinho tem muita história…”.