Heraldo Almeida
Conheça o que é o Marabaixo

O Marabaixo é uma manifestação folclórica afro-amapaense, que consiste em homenagear o Divino Espírito Santo e a Santíssima Trindade em duas partes: a sagrada (missas, novenas, ladainhas) e a profana (dança do Marabaixo, bailes). Essas homenagens ocorrem durante o ciclo do Marabaixo, que começa sempre na Páscoa e termina no Domingo do Senhor (primeiro domingo após Corpus Christi). Durante os festejos, misturam-se rituais africanos (corte dos mastros, quebra da murta, danças) e europeus-católicos (missas, novenas, procissões). A origem do nome é incerta: alguns afirmam que vem do árabe marabut (louvar); outros afirmam que vem do fato dos escravos serem trazidos mar abaixo nos navios negreiros (ou seja, da África para o Brasil).
Na dança do Marabaixo, as mulheres vestem-se com anáguas, saias rodadas floridas, camisa branca, colares, lenço no ombro e flor atrás da orelha, uma versão estilizada das roupas das escravas. Os homens usam roupas brancas e tocam com duas baquetas grandes tambores chamados caixas ou caixa de Marabaixo. Tanto os tocadores quanto as mulheres cantam os versos improvisados chamados ladrões; muitos desses versos têm teor religioso. Todos dançam em círculo, sentido anti-horário e ao redor de si mesmos.
Está presente principalmente nos bairros do Laguinho e Santa Rita, na zona urbana de Macapá; mas também em outras comunidades negras do Amapá, como Mazagão Velho, Campina Grande, Lagoa dos Índios, Coração, Curiaú e Maruanum, entre outras. O Marabaixo é a maior e mais autêntica expressão cultural do povo amapaense.
Em novembro de 2018, o Marabaixo foi reconhecido, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), como Patrimônio Cultural do Brasil.
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Seu boto dono das águas
Ensine-me a remar
Cortar essas marés de léguas
Cavalgar feito égua
Annie Carvalho – poeta
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Luto
O carnaval amapaense perdeu o seu rei momo. Raimundo Tavares, Sucuriju, faleceu na tarde desta sexta (3).
Ele já estava com a saúde debilitada. Sucuriju foi mestre sala. O carnaval amapaense está de luto.
Central
Governo do estado inaugura, neste sábado, 4, a Central do Carnaval, em parceria com a Liesap e outros órgãos envolvidos com a quadra momesca.
Na programação, apresentação das baterias das dez escolas de samba e outras atrações. A partir das 17h, no estacionamento do estádio Zerão.
Reta final
Diretores das escolas de samba, já no corre-corre (reta final) para os desfiles dos dias 17 e 18 no sambódromo, a partir das 22h. Tudo vai ficar pronto e será mais um espetáculo de arte.
Ao vivo
Diário FM 90,9 vai transmitir a inauguração da Central do Carnaval, neste sábado, 4, direto do estacionamento do estádio Zerão, às 17h.
Parabéns
Cidade de Macapá está completando, neste sábado, 4), 265 anos de criação. Parabéns, Macapá, terra do marabaixo.
Primaveras
O livro ‘Minhas Três Primaveras’, de Renata Christiny, publicado pela 3DEA Editora, mostra o árduo caminho que uma mulher passou desde sofrer a primeira agressão até seus últimos suspiros.
Um paradoxo com o nome da personagem principal, Luz, para mostrar que sua vida é uma profunda escuridão, em que a luminosidade mais próxima é a morte. À venda na Loja Virtual 3DEA.
Música
O compositor e multi-instrumentista pernambucano Zeca Cafofinho reativa sua obra ‘Dança da Noite’. A primeira de uma trilogia com mais dois álbuns inéditos por vir. A faixa-título foi criada em parceria com Arnaldo Antunes.
Tramas de amor e tramoias do cotidiano derramam-se sobre sonoridades dançantes, simultaneamente criativas e eruditas. Disponível nas plataformas digitais.
‘Pensando o Tempo’
Título do livro do escritor amapaense Jean Carmo. Uma coletânea dos poemas e canções do artista, que vem trabalhando há anos. Você pode adquirir na Baiúca do Chico Terra. (https://baiuca.chicoterra.com).
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