Heraldo Almeida
Samaúma: a rainha da floresta

Samaúma ou Sumaúma (Ceiba pentranda) é uma árvore encontrada na Amazônia. É considerada sagrada para ao antigos povos “maia” e os que habitam as florestas. A palavra samaúma é usada para descrever a fibra obtida dos seus frutos. A planta é conhecida também por algodoeiro. Cresce entre 60–70m de altura e o seu tronco é muito volumoso, até 3 m de diâmetro com contrafortes. Alguns exemplares chegam a atingir os 90m de altura, sendo, por isso, uma das maiores árvores da flora mundial.
Essa árvore consegue retirar a água das profundezas do solo amazônico e trazer não apenas para abastecer a si mesma, mas também pra repartir com outras espécies. De crescimento relativamente rápido, pode alcançar os 40 metros de altura.
Em determinadas épocas “estrondam” irrigando toda a área em torno dela e o reino vegetal que a circunda.
A samaumeira é tipicamente amazônica, conhecida como a “árvore da vida” ou “escada do céu”. Os indígenas consideram-na “a mãe” de todas as árvores. Suas raízes são chamadas de sapobemba. Estas raízes são usadas na comunicação pela floresta, que é feita através de batidas em tais estruturas. Possui uma copa frondosa, aberta e horizontal.
Além disso, a árvore apresenta propriedades medicinais e é considerada pelos povos da floresta, uma árvore com poderes mágicos, protegendo inclusive as demais árvores e os habitantes da floresta.
A fibra é muito leve, altamente inflamável e resistente à água. O processo de separação da fibra é manual. É usada como uma alternativa ao algodão para encher almofadas, colchões (antigamente) e para isolamentos. Na atualidade, a sumaúma foi substituída por materiais sintéticos. As sementes produzem um óleo usado para fabricar sabão e também são usadas como o fertilizante. (www.caliandradocerrado.com.br).
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Dentre todas capitais
Eu desejava viver em Macapá
Com a alegria dessa gente
E o sol nascendo me banhar no rio mar
Rambolde Campos
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Recurso
Primeiro repasse para as escolas de samba pode acontecer em agosto. Presidente da Liesap, Jocildo Lemos, aguarda manifestação do governo do estado.
DNA
Cantor e compositor brasileiro, Alexandre Pires gravou um DVD batizado de DNA Musical, com uma seleção refinada da boa música popular brasileira. Disponível nas plataformas digitais. Aconselho.
Agenda
Cantor amapaense, Astor Barros faz show em homenagem ao grupo Roupa Nova e Fábio Júnior. Dia 1 de setembro, na Associação dos Servidores Municipais (Av. Jovino Didoá – Beirol).
Artistas convidados: DJ Zé Maria, Bandas Setentrionais e Yesterday Hits. Mais informações: 96 99113-6474 e 98123-6873.
Destaque
Amigo paraense Vanilson Monteiro, mais conhecido como Vavá, é um dos maiores divulgadores da cultura nortista no Rio de Janeiro, com vários projetos realizados e prêmios conquistados. Merece o destaque e o registro da coluna. Parabéns.
Retrato
O artista plástico,Augusto Leite, está com projeto de pintar quadros de personalidades do Amapá que fazem parte da cultura negra, do Marabaixo, Batuque e carnaval. Belo trabalho.
Índio
Cantor Amadeu Cavalcante e o poeta Wilson Cardoso são autores da música, ‘Sou Índio Sim’, lançada no projeto Sescanta Amapá, em 2022. A interpretação é de Cléverson Baía.
Memória
Tribunal de Justiça do Amapá possui o livro de notas da Vila de Mazagão Velho desde 1841. Museólogo e chefe da seção de Memória do Tjap, Michel Ferraz está convidando pesquisadores e historiadores para contribuir com as informações do livro.
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