Atacante critica bola da Copa Verde; técnico elogia time
Neste sábado, 18, os dois principais times paraenses se enfrentam em partida decisiva pela competição regional

Na coletiva que concedeu, ontem, na Curuzu, o atacante Aylon não poupou críticas à bola utilizada nos jogos da Copa Verde. O atacante avaliou a “redonda” como a pior entre as três que o clube têm utilizado na temporada. Ele comparou a bola da CV com as “redondas” utilizadas nas demais competições disputadas pelo Papão, no caso, Parazão e Copa do Brasil. De acordo com a análise do atleta, a qualidade das outras bolas é bem superior a que será usada no sábado, 18, contra o Remo.
“Não gostei dessa bola desde o primeiro jogo”, revelou. “É um pouco mais leve e difícil de dominá-la e o chute é muito diferente. Mas temos de nos acostumarmos com ela, que é a mesma bola para o adversário”, comentou. Deixando a questão da bola de lado, o atacante assegurou que a goleada por 9 a 0 aplicada sobre o São Francisco, a maior do Parazão até aqui, não subiu à cabeça de ninguém na Curuzu.
“A gente sabe que foi um resultado atípico. Ninguém aqui está empolgado com isso, embora o resultado tenha deixado coisas boas para a nossa equipe”, disse. “Agora é um jogo diferente. É um clássico. Mas nosso time e o torcedor ganharam mais confiança. Sabemos, porém, que no sábado será um jogo difícil e que precisamos ter os pés no chão”, concluiu.
Cacaio elogia posturado time do Remo
Resultados à parte, o grupo azulino pouco pode se importar com o acontecido na Arena da Baixada, quando pela Copa do Brasil perdeu nos pênaltis para o Atlético Paranaense, uma vez que a grande pretensão nesta semana é a reverter o placar desigual conquistado pelo Paysandu. Se quiser avançar à final da Copa Verde, os remistas precisam vencer por mais de dois gols de diferença ou igualar o placar de 2 a 0 para levar a decisão aos pênaltis.
Apesar disso, em campo, o Remo se comportou, no geral, como se a Copa do Brasil fosse absoluta prioridade. Para encarar o rival, o técnico Cacaio deve contar com a presença do zagueiro Max, do lateral Jadílson e do volante Dadá. Já o meia Eduardo Ramos continua vetado para o clássico e tudo leva crer que o comandante mantenha Bismark e Ratinho, além das opções de ataque com Rony, Rafael Paty e Val Barreto.
O treinador parabenizou a equipe pelo espírito de luta. “Eu posso olhar para o lado e mexer com tranquilidade. Conheço a posição deles e entendo que todos podem ajudar no sábado. É isso que queria conquistar com os atletas, ter peças de confiança”, enaltece o treinador, que já esperava encontrar dificuldades. “Colocamos alguns atletas que sentiram o ritmo de jogo e depois voltamos com titulares que deram mais força até o empate e o comando da partida no segundo tempo. Fomos para os pênaltis sabendo que seria uma loteria, mas o grupo sai fortalecido e esperamos contar com o apoio da torcida”.
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