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16 Dias de Ativismo: violência de gênero nas escolas é tema de debate para profissionais de educação

Autor da Lei Maria da Penha em Cordel, Tião Simpatia participou do evento, nesta segunda, 6.


Ainda como parte da programação dos 16 de Ativismo, o Governo do Amapá promoveu nesta segunda-feira, 6, a Mesa de Debate: Desconstruir Para Combater – A Violência de Gênero e o Papel da Escola, voltada a mais de 250 profissionais da educação e bolsistas do programa Amapá Jovem.

O evento contou com a participação do ativista social e autor da lei Maria da Penha, Tião Simpatia. Toda a programação, que acompanha um calendário nacional, é coordenada pela Secretaria Extraordinária de Política para Mulheres (Sepm).

Em sua primeira vinda ao Amapá, Tião Simpatia, que também representa o Instituto Maria da Penha, falou de todo o seu trabalho como ativista social, músico e poeta e seu papel na sociedade como batalhador pelo fim da violência de gênero.

O debate envolveu mais de 250 profissionais da educação: gestores escolares, professores, pedagogos, professores e universitários, além de bolsistas do Programa Amapá Jovem.

O objetivo foi ratificar a importância do papel da educação para a prevenção e o enfrentamento a violência contra mulheres e meninas. “Precisavamos trazer à tona este debate, pois ressaltamos que a escola também tem um papel primordial no enfrentamento à violência de gênero”, disse a secretária de Políticas para Mulheres, Renata Apóstolo Santana.

Tião Simpatia conheceu sobre os programas e projetos desenvolvidos pela Sepm no mês de agosto em viagem institucional e o convite para contribuir nos 16 Dias de Ativismo foi pertinente para se reforçar o debate sobre os mais diversos tipos de violência e a desconstrução do machismo. “Estamos reunidos no presente para que no futuro a violência contra a mulher seja coisa do passado”, falou em tom de poesia, como sempre faz em suas apresentações, já que também é autor da Lei Maria da Penha em Cordel”.

A gestora também explanou sobre a mudança a Lei 14.164/21 que alterou a Lei 9.394/96 (lei de Diretrizes e Bases da Educação – LDB), incluindo o conteúdo da prevenção da violência contra a mulher nos currículos da educação básica e instituiu ainda, a Semana Escolar de Combate à Violência Contra a Mulher.

Ela também falou sobre a importância de se desconstruir determinados aspectos culturais relacionados às mais diversas formas de abuso e violência, principalmente com meninas ribeirinhas, e deu como exemplo a lenda do boto.

Para a professora Maria Rita Duarte, que é servidora na Escola Estadual Maria de Nazaré, o momento foi ímpar para informar e empoderar as alunas. “Adquirimos conhecimento e passamos às elas, para saberem seus direitos e deveres no combate à violência”, disse a servidora.

A mesa de debate também contou com a presença da pedagoga, Débora Martins, que trabalha na região ribeirinha e o doutor em Comunicação, Linguagens e Cultura e professor Bruno Marcelo Costa.

Marcaram presença a deputada Federal, Aline Gurgel, o vereador de Macapá, Dudu Tavares e o subsecretário Municipal de Educação, Ebrely Andrade, o secretário Estadual de Juventude, Pedro Filé, além de coordenadorias municipais de mulheres e movimentos sociais, e as artistas Hayam Chandra e Laura do Marabaixo.


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