Retrospectiva 2020: Macapá registra primeiro caso confirmado da Covid-19
Pandemia atingiu amapaenses provocando uma série de problemas sociais e economicos

Elden Carlos
Da Redação
O Amapá ainda chorava a morte das 42 vítimas do naufrágio do navio Anna Karoline III quando no dia 13 de março as autoridades confirmam o primeiro caso suspeito de infecção pelo novo coronavírus no estado. Logo, outras pessoas apresentando os mesmos sintomas começaram a procurar atendimento nas unidades de saúde, principalmente, na capital, Macapá.
A Superintendência de Vigilância em Saúde do Amapá (SVS) fez o encaminhamento das 50 primeiras amostras de sangue dos casos suspeitos para análise no Instituto Evandro Chagas, em Belém (PA).
No dia 19 de março o governo estadual e a prefeitura de Macapá baixaram o primeiro decreto suspendendo atividades consideradas não essenciais como shoppings, comércio, academias, bares e restaurantes como forma de limitar a circulação de pessoas.
O vírus desconhecido se propagava rapidamente entre os amapaenses. Em 20 de março as autoridades reuniram a imprensa para anunciar o primeiro caso confirmado da Covid-19 no Amapá.
Tratava-se de uma mulher, de 36 anos, que esteve em viagem à capital paraense onde teve contato com uma amiga de São Paulo (SP). No dia seguinte foi decretado estado de calamidade pública.
No dia 04 de abril o estado amapaense registrava sua primeira morte pelo novo coronavírus. O óbito foi registrado em Macapá. A vítima era um homem, de 60 anos. Segundo o boletim médico, o paciente apresentava doença pulmonar obstrutiva crônica. Em 30 de abril o Amapá anotava a maior incidência de casos da Covid-19 por 1 milhão de habitantes em todo o país. Em maio o governo do Estado emitiu o decreto de Lockdown com atividades intensas de fiscalização, rodízio de carros e barreiras sanitárias.
O comércio fechou, o desemprego cresceu após demissões em massa. As atividades trabalhistas passaram a ser realizadas de forma remota. Escolas fecharam. Os reflexos da pandemia mundial logo começaram a surgir nos 16 municípios do estado. Na capital os casos explodiam de forma assustadora.
Em pouco tempo algumas unidades de saúde foram transformadas em centros de referência para atendimento exclusivo dos casos da doença. No pico da pandemia os leitos foram completamente ocupados. Muitas pessoas perderam a vida em cima de macas e corredores dessas unidades. Sepultamentos eram realizados até durante as madrugadas.
Todos precisaram reaprender. Governo estadual e o Município de Macapá criaram auxílios emergências extras, para complementar a renda de trabalhadores afetados pela crise gerada a partir da pandemia. Muitas famílias que já estavam recebendo o auxílio federal puderam respirar um pouco mais aliviadas.
A rede pública de ensino, nas duas esferas, decidiu manter a alimentação dos alunos por meio de kits escolares doados mensalmente. As aulas passaram a ser remotas. O ano letivo foi comprometido.
Amapaenses se reinventam durante a pandemia
M as, com a pandemia e o caos provocado por ela, também surgiram oportunidades. Pacotes econômicos foram criados para incentivar os pequenos negócios. O sistema delivery e as vendas pela internet sofreram um ‘boom’ sem precedentes. Com a retomada paulatina das atividades econômicas, as vendas online foram se fortalecendo. Como em toda crise, novas oportunidades sempre surgem. Muitas pessoas que estavam desempregadas antes da pandemia hoje são seus próprios patrões.
Agora, em dezembro, uma segunda onda já atinge vários países. No Amapá, após a estabilização dos casos em baixa por um determinado período, os casos da Covid-19 voltaram a crescer. Os meses de maio e junho foram os que registraram os maiores números de óbitos com 185 e 189, respectivamente.
No total, segundo o boletim epidemiológico divulgado pelo governo do Amapá na terça-feira (29), o estado tinha 67.405 casos confirmados; 52.227 recuperados; 14.107 em isolamento domiciliar; 158 pacientes hospitalizados; 2.141 estavam em análise laboratorial. Outros 47.682 haviam sido descartados. O número oficial de mortos era de 913 pessoas.
Deixe seu comentário
Publicidade



