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Águas de março: maré alta ultrapassa os 3,3 metros e invade orla da capital

Segundo Jefferson Vilhena, do Núcleo de Hidrometeorologia e Energias Renováveis (NHMET) do Iepa, o fenômeno já era previsto.

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Railana Pantoja
Da Redação

 

Na tarde desta segunda-feira (1), a maré alta do rio Amazonas ultrapassou os 3,3 metros e invadiu a orla da capital, causando transtornos para quem transitava nos trechos inundados. O fenômeno, que ocorre com frequência nesta época do ano e é chamado de ‘águas de março’, já era esperado pelo Instituto Estadual de Pesquisas Científicas e tecnológicas do Amapá (Iepa).

 

“A gente já estava prevendo desde sexta-feira (26) quando fizemos o primeiro alerta, por causa da maré cheia e da maré meteorológica, que faz o nível se elevar mais ainda. A primeira coisa que nos chamou atenção foi o nível que aparecia na tábua de maré, que estava em 3,3 metros. Esse é o limite que a cidade aguenta sem transbordamento. E como nossos modelos indicavam chuvas e ventos fortes no mesmo horário, a ocorrência da maré meteorológica já era visível”, explicou Jefferson Vilhena, do Núcleo de Hidrometeorologia e Energias Renováveis (NHMET) do Iepa.

O transbordo do rio Amazonas registrado ontem (1) deve se repetir em algumas semanas, ainda em março.

 

“Durante a lua nova, daqui a duas semanas aproximadamente. Lá pelo dia 13 ou dia 15 teremos novamente esse fenômeno das marés altas invadindo a cidade. E também ocorrerá na lua cheia, após o equinócio. Mas, geralmente as marés mais altas são na lua nova”, alertou Jefferson.

 

Para o mês de março, o acumulado das chuvas previsto é de 400 mm, “podendo ultrapassar em até 20% essa média”.

Preocupação

O alerta maior fica para os municípios que possuem cabeceiras de rios. Somados a outros fenômenos naturais, estes locais podem sofrer enchentes.

 

“Nesse mês de fevereiro as chuvas passaram da parte central para as regiões de cabeceiras dos rios, e a gente conseguiu identificar já o aumento do nível dos rios Calçoene e Araguari, este último especialmente em Serra do Navio e Pedra Branca do Amapari. Houve esse aumento por causa das chuvas, mas já estamos nos preparando com as equipes do Corpo de Bombeiros do Amapá (CBM/AP) para verificar as alterações nestes rios, que podem inundar a qualquer momento em março”, finalizou o meteorologista.

 
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