Cidades

Ainda contabilizando prejuízos pela pandemia, OAB/AP anuncia capacitação gratuita a advogados

Situação de vulnerabilidade econômica impactou também jovens advogados, que como outros profissionais liberais ficaram sem poder trabalhar na pandemia.

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Cleber Barbosa
Da Redação

 

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Amapá (OAB/AP), Auriney Brito, concedeu entrevista à rádio Diário FM (90,9) sobre um projeto de proporcionar cursos gratuitos de pós-graduação para os profissionais locais do direito e admite que a capacitação é um legado que a pandemia deverá deixar. Foi neste sábado (08) durante audição do programa Togas&Becas.

 

A própria vulnerabilidade econômica de muitos profissionais da advocacia, como qualquer trabalho autônomo, foi uma marca preocupante desse período de distanciamento social obrigatório.

“A pandemia provocou impactos econômicos contundentes na vida de todos os profissionais, especialmente os profissionais liberais, que precisavam estar no dia a dia, na militância da advocacia, para garantir a sua subsistência, então isso vai servir para que a gente possa dar oportunidade para aquelas pessoas que não tem condições agora de pagar a mensalidade de um curso complementar à graduação”, pondera.

 

Caberá ao Conselho Científico e Editorial da OAB/AP avaliar e recomendar a concessão do benefício aos filiados da Ordem, pois a atual gestão avalia a importância da capacitação.

 

Impactado

O presidente da OAB local também disse que durante a pandemia passou por uma experiência marcante tanto do ponto de vista profissional quanto humano, devido ter que ir às residências dos novos profissionais da advocacia para entregar as respectivas carteiras funcionais da classe. “O desnível social, financeiro e econômico é perceptível, então esses profissionais entram em condição diferente no mercado de trabalho, não tem como comparar, especialmente aqueles que vieram do financiamento estudantil, o FIES, onde os pais ralaram bastante, batalharam mesmo, foram para às ruas muitas vezes vender frutas, balas, enfim, pessoas predestinadas a serem agentes de transformação social através do direito”, concluiu.

 
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