Cidades

Amapá atinge 57% de isolamento social nos primeiros dias de lockdown

Porcentagem subiu 10% em relação à taxa dos dias anteriores, quando era feito apenas o isolamento social normal, sem barreiras sanitárias e de fiscalização.

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Railana Pantoja
Da Redação

 

Iniciando o terceiro dia de lockdown nesta quinta-feira (21), o Amapá conseguiu atingir 57% de isolamento social nos dois primeiros dias de ações. A taxa é 10% maior em relação aos dias anteriores de lockdown, quando era determinado apenas o isolamento social, sem as barreiras sanitárias e de fiscalização nas ruas. Mesmo assim, a taxa ainda precisa crescer para que o estado alcance 70% de isolamento, o recomendado pelo Ministério da Saúde (MS).

 

“No primeiro dia foi um certo susto, mas a população foi se adaptando e nós percebemos, inclusive, que à tarde no primeiro dia o nível de circulação era bem reduzido. Tivemos que utilizar da metodologia de multa, ser mais incisivo. Infelizmente passamos 3 meses num diálogo de conscientização e não surtiu tanto efeito”, disse Dorinaldo Malafaia, superintendente da SVS/AP.

 

Dorinaldo Malafaia ponderou que mesmo assim, com muitos cidadãos entendendo as ações, algumas pessoas ainda reagem negativamente nas ruas e acreditam que as medidas não são constitucionais.

 

“Tem uma tendência de desobediência incrível, a pessoa sabe mas insiste em buscar uma brecha na lei. A gente percebe muita gente achando que estamos fazendo alguma coisa contrária à vida dela, e não é isso, é para o bem”, esclareceu.

 

Testagem

 

De acordo com o superintendente, cerca de 70% dos resultados de teste para a Covid-19 dão positivos no Amapá, e para tentar desacumular as amostras recebidas, uma nova parceria foi feita com a Fiocruz, no Rio de Janeiro.

 

“O Lacen recebe em média 500 amostras para análise, e nós fazemos 94 por dia. Mesmo assim, mandamos cerca de 1200 amostras para o Instituto Evandro Chagas (IEC), no Pará, toda semana. E agora conseguimos uma parceria para mandar hoje (21) 1000 exames pra Fiocruz, no Rio de Janeiro. Somos o segundo estado em número de testagem no Brasil, só quem testa mais que a gente é Brasília. Isso quer dizer que a gente subnotifica menos que outros estados, então nossa curva de crescimento reflete isso também, nossa capacidade de responder exames”, anunciou Dorinaldo.

 

O superintendente diz que agora o foco do estado já não é tanto na realização de testes, e sim no controle da pandemia, bem como reduzir o número de óbitos que ainda é muito crescente no Amapá.

 

“Nós já caracterizamos, epidemiologicamente, que a pandemia está completamente espalhada e o diagnóstico clínico é soberano. Se uma pessoa chega nas Unidades Básicas com as características, nós já devemos classificar e o médico atuar num atendimento para Covid-19. O diagnóstico laboratorial é confirmatório, muita gente está preocupada em receber o resultado do exame, mas o que nós temos é que tratar o doente”, finalizou.

 
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