Cidades

Amapá avança no combate ao desmatamento e às mudanças climáticas

Estado registrou redução de 63% nos focos de calor e incêndios florestais no último triênio, além de queda de 52% no desmatamento entre os períodos de 2024 e 2025


 

O Amapá tem apresentado resultados expressivos no enfrentamento ao desmatamento e na adaptação às mudanças climáticas nos últimos três anos, segundo dados divulgados nesta terça-feira, 28, pelo engenheiro florestal Marcos Almeida, diretor de Desenvolvimento Ambiental da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), no programa LuizMeloEntrevista (Diário FM 90,9).

 

O diretor relata as ações de adaptação climática do Amapá: “Nós somos, ano após ano, o estado brasileiro com a menor taxa de desmatamento do Brasil”, afirmou o diretor. A média histórica está em torno de 18 quilômetros quadrados ao ano, com registro de 15 quilômetros quadrados no último período. A gestão agora estabelece a meta de reduzir esse índice em mais 25%, buscando alcançar a marca de 12 quilômetros quadrados.

 

 

Principais avanços e novas diretrizes

Entre os instrumentos de destaque para atingir as metas, Marcos Almeida apontou o PPCDAP (Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento, Queimadas e Incêndios Florestais), com vigência atualizada para o período de 2026 a 2030. O planejamento integra secretarias estaduais, órgãos federais e prefeituras municipais.

 

Como resultado da atuação preventiva e integrada, o estado registrou uma redução de 63% nos focos de calor e incêndios florestais em seu último triênio, além de uma queda de 52% no desmatamento entre os períodos de 2024 e 2025.

 

Outros marcos estruturantes destacados incluem a Lei Estadual 3.047/2024, focada na prevenção de incêndios na região dos lagos, como o Lago Piratuba; Decreto 5.677/2024: criação do Comitê Interinstitucional de Prevenção e Combate à Estiagem e Incêndios Florestais; Normativa Sema 02/2024: regulamentação da autorização ambiental para a queima controlada no estado; Lei 3.128/2024: instituição da política estadual sobre mudanças climáticas e Novo Código de Governança Socioambiental: atualizado em 2025 para modernizar as diretrizes ambientais.

 

Monitoramento e participação social

Para dar suporte técnico e agilidade aos processos, a Sema conta com uma sala de monitoramento e situação em funcionamento há quase um ano, que acompanha em tempo integral dados climáticos, hidrológicos e focos de calor. Além disso, o órgão passou a cruzar de forma direta as licenças ambientais emitidas com o Cadastro Ambiental Rural (CAR), permitindo maior rigor na distinção entre atividades legais e ilegais no estado.

 

O engajamento da sociedade civil ocorre por meio do Fórum Amapaense de Mudanças Climáticas e Serviços Ambientais, que reúne diferentes setores da população para debater o tema. A iniciativa caminha junto ao desenvolvimento do Plano Estadual de Manejo Integrado do Fogo, elaborado em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, a GIZ (agência internacional alemã) e o Consórcio da Amazônia Legal.

 


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