Cidades

Amapá elimina mais de 900 empregos celetistas em maio

Em maio de 2016 foram eliminados 918 empregos celetistas no Amapá, o que representou uma retração de -1,26% em relação ao estoque de assalariados com carteira assinada do mês anterior.

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Os dados constam do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que acabam de ser divulgados.   
De acordo com o cadastro, tal resultado decorreu da diminuição do emprego principalmente nos setores do Comércio (menos 566 postos) e dos Serviços (menos 351 postos).

Na série ajustada, que incorpora as informações declaradas fora do prazo, nos cinco primeiros meses deste ano houve decréscimo de 2.767 postos (menos 3,72%). Ainda na série com ajustes, nos últimos 12 meses verificou-se decréscimo de 5,49% no nível de emprego ou menos 4.161 postos de trabalho.
No país, o emprego formal apresentou em maio recuo na trajetória de perda de postos de trabalho, que vem ocorrendo desde o início do ano passado. No mês, a retração na geração de postos de trabalho foi de 0,18%, na comparação com o mês anterior, com saldo negativo de 72.615 vagas. A perda, porém, foi muito menor que em maio de 2015, quando foi registrado o fechamento de 115.559 vagas formais.

O saldo de maio foi oriundo de 1.209.991 admissões contra 1.282.606 desligamentos. No acumulado do ano, o nível de emprego formal apresentou declínio de 1,13%, correspondendo à perda de 448.011 postos de trabalho. Nos últimos 12 meses, o recuo foi de 1.781.906 empregos, retração de 4,34%.
Com o resultado, o estoque de emprego para o mês alcançou 39.244.949 trabalhadores com carteira de trabalho assinada no país.

Segundo o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, os dados demonstram que, apesar das perspectivas de maiores perdas previstas nas análises econômicas, o mercado está começando a reverter o quadro de supressão de postos formais. “Acredito estarmos iniciando um processo de recuperação gradativa. Começamos a reverter essa curva e, podemos, no segundo semestre, ter resultados bem melhores”, avaliou.


Segundo o levantamento, a Agricultura gerou 43.117 postos de trabalho em maio, comportamento mais favorável que em abril, quando foram criados 8.051 postos. O dado ainda é superior na relação com o mesmo mês de 2015, quando foi registrada a criação de 28.362 postos. O crescimento, segundo o Ministério do Trabalho, se deve à sazonalidade ligada ao cultivo do café, principalmente nos estados de Minas Gerais, responsável por 20.308 postos, e São Paulo, com saldo positivo de 4.273 vagas.

Além da Agricultura, a Administração Pública também apresentou saldo positivo, com geração de 1.391 postos. Já o setor do Comércio teve perda de 28.885 vagas em maio, o que representa um arrefecimento na comparação com abril, quando foram suprimidos 30.507 postos. Também a Indústria de Transformação registrou recuo no ritmo de queda do nível de emprego, com a perda de 21.162 postos contra 60.989 em abril (-0,28%). No setor dos Serviços foi verificada a maior queda no mês, de 36.960 postos.

Dados estaduais
– O emprego formal apresentou resultado positivo em Minas Gerais (9.304), Espírito Santo (1.226), Mato Grosso do Sul (562), Goiás (153) e Acre (147). Nos demais estados houve perda de postos de trabalho. No Rio Grande do Sul foi registrada a maior queda (menos 15.829), influenciado pelo fator sazonal da Agricultura (menos 3.723 postos). Houve também perda de vagas em São Paulo (menos 12.177 postos) e no Rio de Janeiro (menos 15.688).
 
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