Cidades

Amapá pode ter 26 médicos para reforçar atendimento ao coronavírus nos postos de saúde dos municípios

O prazo para apresentação encerra dia 24 de abril, e o número de médicos pode ser alterado


A primeira chamada do Ministério da Saúde (MS) aponta que 26 médicos devem vir para o Estado do Amapá reforçando o atendimento ao coronavírus nos postos de saúde dos municípios, número que pode variar até a data de apresentação. De acordo com o ministério, até dia 24 de abril, 3.391 médicos poderão iniciar as atividades em 1.202 municípios de todos os estados e no Distrito Federal, além dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). Apesar da chamada, mais de 250 vagas não foram preenchidas nos Estados da região Norte.

Estudos indicam que cerca de 80% dos casos leves de coronavírus podem ser atendidos nos postos de saúde. A população pode buscar os serviços quando apresentar os sintomas iniciais do vírus, como febre baixa, tosse, ou dor de garganta.

Estes médicos, todos com CRM Brasil, se inscreveram em edital e vão se juntar aos quase 13 mil profissionais que já atuam em mais de quatro mil municípios, dentro do Projeto Mais Médicos para o Brasil. No total, o Ministério da Saúde recebeu 9.412 inscrições de profissionais para as vagas contidas em 1.902 municípios, que renovaram as vagas desocupadas no projeto. Esses municípios totalizam 5.757 vagas. Para garantir a contratação dos profissionais para todas as vagas, o Governo Federal diz que vai investir cerca de R$ 1,2 bilhão.

Capitais e grandes centros urbanos, que não vinham sendo priorizadas na alocação dos médicos, voltam a receber profissionais de forma emergencial. A mudança ocorre porque grandes cidades, com maior concentração de pessoas, são locais mais propensos à circulação do vírus. O contrato com os médicos será de apenas um ano e a seleção poderá ter até cinco chamadas, caso nem todas as vagas sejam ocupadas nas chamadas anteriores. A bolsa-formação será no valor de R$ 12.380,00.

Do total de vagas confirmadas pelos médicos, 46,1% são para as capitais (perfil 3) e 15,2% estão nos municípios de perfil 7, classificadas como regiões de extrema pobreza; 11,5% se encontram no perfil 1; 9% estão em municípios de perfil 2; 6,9% fazem parte do perfil 5; 5,5% estão no perfil 6; 5,1% no perfil 4; e 0,3% são para o perfil 8 (DSEI). A numeração dos perfis indica a ordem decrescente de vulnerabilidade dos municípios, sendo o perfil 8 de maior vulnerabilidade e o perfil 1 de menor vulnerabilidade.


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