Cidades

Amapá possui ampla rede de apoio para mulheres vítimas de violência

A Casa da Mulher Brasileira e o Centro de Atendimento à Mulher e a Família-CAMUF (Macapá e Santana) são alguns dos locais que ofertam atendimento


 

O Amapá está intensificando a campanha de combate à violência contra mulher neste mês de agosto, denominado ‘Agosto Lilás’. Como parte de suas ações, a Secretaria de estado de Políticas para Mulheres está presente na Expofeira 2026 levando informações e orientação.

“Iniciamos o Amapá Lilás com várias ações, mas aqui é um evento de suma importância para o conhecimento da temática sobre violência contra meninas e mulheres. É importante salientar que as leis são duras e as políticas públicas estão sendo implementadas, mas o que precisa mesmo é a mudança de pensamento da sociedade sobre esse tema. Nós precisamos educar nossos filhos, para que as próximas gerações não sejam machistas e de homens que matam mulheres”, afirmou a secretária de Políticas para Mulheres, Simone Palheta.

A delegada Sandra Dantas, atualmente trabalhando na Casa da Mulher Brasileira, cita o local como um espaço de acolhimento.

 

“É um equipamento que dá todo o acolhimento a mulher. Quando ela vem da Delegacia Especializada em Atendimento a Mulher ou de qualquer delegacia do estado, de qualquer órgão, lá essa mulher registra a ocorrência e a gente consegue ajuizar a medida protetiva, se estiver em risco. E se ela não tiver para onde ir, ela fica no alojamento de passagem, com todo suporte, dentro da Casa da Mulher Brasileira”, explicou.

Além da Casa da Mulher Brasileira, o estado ainda tem o Centro de Referência em Atendimento à Mulher-CRAM (Macapá, Mazagão, Porto Grande, Oiapoque e Laranjal do Jari) e o Centro de Atendimento à Mulher e a Família-CAMUF (Macapá e Santana), todos voltados ao atendimento de mulheres vítimas de violência.

“É importante que as mulheres entendam que elas não estão sozinhas e que existe uma rede muito ampla de atendimento. Nada começa ou termina só na delegacia, existem outras formas de entrada. Tem situação que vai iniciar o procedimento, mas depois disso a mulher não vai ficar desamparada. Então é importante que elas busquem essa ajuda, para que feminicídios não aconteçam mais. A gente entende que a parte principal é a educação, de ensinar essa cultura do respeito, homens respeitando mulheres e mulheres respeitando homens, para que a gente consiga acabar com essa cultura da agressão e do feminicídio”, encerrou a Delegada Marina Guimarães.

 


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