Ampliação do Iesp representa qualidade e valorização dos servidores, diz diretor
Governo do Estado do Amapá investiu quatro milhões de reais na infraestrutura do Instituto, que agora conta também com estande de tiros

Na edição do programa ‘Togas e Becas’ (Diário FM 90,9) deste sábado, 20, o diretor do Instituto de Ensino de Segurança Pública (Iesp), capitão Alan Coimbra, destacou que o investimento de R$ 4 milhões do Governo do Estado na ampliação física do local, que agora conta com até estande de tiros, reforça a valorização e qualificação dos servidores.
“O que muda na prática é a qualidade e a valorização desses servidores. Antes se tinha o entendimento de que, se é para a segurança pública, pode ser feito de qualquer maneira. Hoje essa concepção mudou. O Instituto está todo organizado, limpo, as salas bem climatizadas, os móveis novos e melhorou a qualidade do curso”, ressaltou o diretor.
Na oportunidade, capitão Alan fez uma retrospectiva da mudança de nomes, que acompanha a evolução e o desenvolvimento da segurança pública no combate ao crime: “Há mais de 40 anos foi criada a Acadepol, a primeira escola da segurança pública do estado de Macapá, especificamente para a formação da Polícia Civil. Após isso, em 2001, foi criada a Aifa com a utilização do mesmo prédio, para fazer cursos para toda a segurança pública, numa concepção inicial de integração. Em 2025 foi instituído o Iesp com a finalidade de criar conhecimento para o desenvolvimento da segurança pública”.
O diretor ainda detalhou que as inscrições para as qualificações dependem muito do curso, mas que só são validadas com autorização do comandante. “A grande maioria das inscrições nós recebemos diretamente do aluno; nós validamos essas inscrições com os comandantes, porque precisamos da liberação do comandante para o aluno sair da escala de serviço e estudar. Mas tem cursos que têm pré-requisito, por exemplo, os cursos voltados para a inteligência”, explicou Alan.
Além disso, agora há a possibilidade de inscrição direta por meio do site da instituição, que foi recentemente implantado. O capitão também enfatizou que a formação é importante para a boa utilização dos equipamentos, integração das forças de segurança e criação do sentimento de pertencimento.
“Se entende que a integração das forças de segurança desperta no servidor um sentimento de pertencimento e um ganho operacional também. Por exemplo, em um incêndio que teve no Buritizal, quem deu apoio com um drone foi um servidor que estava em curso; uma servidora da Polícia Civil deu apoio para o Corpo de Bombeiros. Então, não precisa ser um bombeiro que vai operar o equipamento, mas um servidor preparado ele pode também operar”, exemplificou o capitão.
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