Cidades

Ao completar 150 dias de pandemia, Clécio diz que ‘guerra’ ainda não acabou

Em entrevista na manhã desta quinta-feira (13) ao programa LuizMeloEntrevista (Diário 90,9FM), prefeito de Macapá recordou a trajetória de enfrentamento à Covid-19 e apresentou dados.

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Cleber Barbosa
Da Redação

 

O prefeito de Macapá, Clécio Luís (REDE), concedeu entrevista na manhã desta quinta-feira (13) ao programa radiofônico LuizMeloEntrevista (Diário 90,9FM) sobre os primeiros 150 dias de combate ao novo Coronavírus (Covid-19), na capital. Comparou a pandemia a uma guerra [que ainda não foi vencida], e que a cada batalha vislumbra uma grande vitória no final, apesar das baixas sofridas e irreparáveis.

Clécio lembrou que há cinco meses (13 de março), estava em uma reunião, em Florianópolis (SC), com um grupo de prefeitos quando veio a notícia do primeiro caso suspeito, em Macapá. “No começo, o mundo inteiro foi enfrentando a pandemia, sem conhecê-la, enfrentando e aprendendo com ela, acertando e errando também, claro, com pouca gente, mas não recuando jamais”, recorda.

Segundo ele, uma das primeiras providências foi tirar o fluxo das UBS’s para evitar a contaminação cruzada, e, depois, o trabalho foi vocacionar algumas unidades básicas só para o atendimento dos casos da Covid-19. “Hoje nós temos quatro unidades de atendimento vocacionadas para isso, que atenderam não só Macapá, mas o estado inteiro, sem nenhuma exceção, além de pacientes de cidades paraenses vizinhas, como Afuá, Chaves, Gurupá e até Anajás, que fica bem mais distante, assim como todas as ilhas do Pará. Fomos a primeira cidade a adotar o protocolo terapêutico que evita o agravamento dos casos”, disse ele.


A maior dificuldade, lembrouse, foi entre os meses de abril e maio, quando os primeiros pacientes começaram a agravar e não conseguiam ser transferidos das UBS’s para os hospitais. “Ali foi dramático para mim, pois tenho um aplicativo onde acompanho câmeras instaladas nas UBS’s e via o drama das pessoas, a correria das equipes médicas buscando socorrer os pacientes, enfim, eu jamais imaginei que viveria isso,principalmente em um ano em que a gente queria estar entregando as obras e prestar contas do nosso último ano de gestão”, disse ele.

Ele também comentou a decisão de adotar o protocolo preconizado pela equipe médica de enfrentamento ao Covid, que consiste em usar medicamentos conhecidos contra vermes e até piolho, que se mostrou eficaz até o quinto dia de sintomas para evitar o agravamento do quadro dos pacientes, uma decisão que disse ter sido de alto risco, mas que ajudou a salvar milhares de vidas no atendimento que foi direcionado para as unidades básicas de saúde de Macapá. Na quarta-feira (12) o boletim epidemiológico de Macapá confirmou 406 mortes pela Covid-19 na capital. “Se não tivéssemos tomado todas esses medidas no momento certo, hoje poderiam ser 5 mil mortes. Isso mesmo, poderiam ser 5 mil pessoas mortas pela Covid”, revelou.

Clécio também disse que o Município discute o retorno das aulas presenciais, mas acredita que o ano letivo pode estar comprometido, e que essas aulas nem retornem. O processo educacional está sendo feito de forma remota. Ele entende que o importante nesse momento é evitar a disseminação da doença e salvar vidas.

Por fim, o prefeito voltou a pedir que a população continue colaborando com o combate à pandemia, adotando todos os protocolos definidos pelas autoridades médicas e científicas, até o fim completo da pandemia.

 
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