Cidades

Após apelo na Diário FM, família começa a receber doações e assistência social

A família vive em situação sub-humana em uma área de invasão no bairro Infraero II, zona Norte de Macapá. Barraco foi construído com restos de madeira, quase não tem utensílios domésticos e não possui banheiro.


Railana Pantoja
Da Redação

Após um apelo emocionante na rádio Diário (90,9 FM) nesta quinta-feira (28), o casal Gilvanete de Souza Ribeiro, de 34 anos, e Paulo Borges Soares, de 32 anos, começou a receber doações de vários ouvintes e assistência social da Defesa Civil Municipal de Macapá e da Secretaria de Inclusão e Mobilização Social do Amapá (SIMS).

O casal mora numa área de invasão que fica às proximidades do Céu das Artes, na rua Carlos Lins Côrtes, bairro Infraero II, zona Norte de Macapá. Gilvanete e Paulo – que é indígena – não trabalham e nem estavam recebendo qualquer apoio financeiro de programas sociais até a manhã desta quinta, quando uma equipe do Governo do Amapá fez o cadastro da família no programa Renda para Viver Melhor. Além disso, a SIMS informou que outras medidas serão tomadas para retirar o casal e os filhos da situação extrema de vulnerabilidade social.

“Precisamos de alimentação e de uma geladeira para dar água aos nossos filhos. Nossa família toda dorme só numa cama, mas aqui [no barraco] molha tudo quando chove, alaga, é bem difícil. A gente precisa muito de ajuda. Cheguei a receber auxílio e comprei umas coisinhas, mas aqui tinha alguns bandidos e roubaram. Aí, perdemos tudo: geladeira, fogão, botijão”, lamentou Gilvanete Ribeiro.

Dos cinco filhos, apenas três moram com os pais no pequeno e improvisado espaço 3×3, sendo um bebê de 1 ano e duas crianças de 8 e 9 anos, estes dois últimos são crianças com necessidades especiais. Os outros dois filhos do casal moram com uma das avós.

“Se pudessem nos ajudar com cimento, madeira, essas coisas de construção, eu ficaria grato por receber essas coisinhas. Já moramos aqui há dois anos, mas é um barraco pequeno. Eu cavo poço, fossa, posso trabalhar como servente, qualquer coisa estou aceitando para sair dessa situação”, pediu Paulo Soares, que há sete anos veio do Oiapoque.

 

Acionado pelo grupo evangélico e filantrópico Guerreiros na Fé, que reúne pessoas de várias igrejas, o repórter Costa Filho foi conhecer a realidade da família e buscar ajudar. No momento da reportagem, a única “comida” que a família tinha e estava fazendo era um chibé (mistura de água e farinha, bastante consumida na nossa região) e não havia previsão da próxima refeição. Quando começou a chover, o barraco começou a alagar.

“Nosso projeto surgiu da união de várias igrejas, mas hoje eu e minha esposa somos da congregação Maranata. Domingo passado viemos nessa invasão e encontramos o casal, mas como estava escuro eu fiquei com medo de descer. Durante o dia voltamos e nos deparamos com essa situação e estamos fazendo o possível para ajudá-los. Embora seja uma invasão, queremos dar uma condição melhor para ficarem aqui, por enquanto”, falou o voluntário Edson.

Quem deseja ajudar com roupas adultas e infantis, comida, brinquedos, material de construção ou qualquer outra doação, pode entrar em contato com Edson pelo número (96) 99115-6116, o grupo se responsabiliza por buscar e entregar as doações à família. Ou, se desejar, a pessoa pode ir à área de invasão e procurar o barraco 29.


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