Aposentadorias em massa poderão levar Polícia Civil ao colapso
Para impedir o problema, habilitados no concurso público de 2017 pedem prorrogação do prazo de vigência do certame.

Douglas Lima – Da Redação
A Reforma da Previdência, já aprovada, mas ainda não em vigor, desnuda um problema antigo da Polícia Civil do Amapá, que agora pode fazê-la entrar em colapso, caso novos delegados e agentes não sejam logo absorvidos por esse braço da segurança pública do estado.
O problema é o envelhecimento dos quadros da Polícia Civil. Há previsão de que até o ano de 2021 70% dos atuais delegados e agentes da corporação estarão aposentados, ficando disponíveis apenas de duzentos a trezentos policiais, número insuficiente para o funcionamento normal da força.
A questão foi levantada na manhã desta segunda-feira, 16, por Fernando Soares, que integra a Comissão dos Habilitados no Concurso Público da Polícia Civil de 2017. Ele falou no programa LuizMeloEntrevista (Diário FM 90,9).
Fernando revelou que com a aprovação da Reforma da Previdência, temendo perda de alguns direitos, policiais civis do Amapá começaram a pedir aposentadoria em massa, o que leva à estimativa de que até 2021 70% do atual quadro estarão inativos.
O concursado habilitado expôs que diante da situação a comissão a que ele pertence reivindica que o governo do estado prorrogue o prazo de vigência do concurso de 2017, a vencer em abril de 2020, até abril de 2024, incluindo os atuais habilitados no cadastro reserva.
Fernando Soares, expressando argumento da comissão, disse entender que com as muitas vagas a serem abertas na Polícia Civil, em virtude das aposentadorias, o governo economizaria muito mais preenchendo os cargos com os concursados de 2017 do que fazendo outro concurso.
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