Assistência é garantida para mães e bebês do acolhimento até a alta no Hospital da Mulher
Unidade realiza cerca de 500 partos por mês e oferece acompanhamento multiprofissional, cuidados neonatais e orientações para a continuidade da assistência em casa

O Governo do Amapá, através Hospital da Mulher Mãe Luzia (HMML), oferece assistência às mulheres e aos recém-nascidos desde a chegada à maternidade até a alta hospitalar. Com cerca de 500 partos por mês, entre normais e cesarianas, incluindo casos de maior complexidade, a unidade conta com equipes multiprofissionais que acompanham as necessidades de cada paciente, com foco no acolhimento, na segurança e na continuidade do cuidado.
A jornada começa na admissão, quando a mulher passa pelo acolhimento e pela avaliação inicial. A equipe verifica as condições clínicas da gestante, identifica sinais e sintomas e estabelece a prioridade do atendimento conforme a necessidade de cada caso. A partir dessa avaliação, a paciente pode ser encaminhada para observação, internação, assistência ao trabalho de parto ou outros cuidados especializados.
Com 27 anos de atuação no Hospital da Mulher Mãe Luzia, o enfermeiro obstétrico Ronaldo Sarges destaca a importância do acolhimento desde a chegada da gestante e do acompanhamento realizado durante toda a assistência.
“Quando a gestante chega à maternidade, nossa equipe realiza o acolhimento e a avaliação inicial para identificar as condições de saúde da mãe e do bebê e verificar qual assistência é necessária naquele momento. Um pré-natal bem acompanhado contribui para uma gestação mais segura, porque permite identificar precocemente possíveis alterações. Mas, quando surge alguma intercorrência, a unidade está preparada para acolher essa mulher e oferecer a assistência necessária, com acompanhamento da equipe multiprofissional e atenção à segurança da mãe e do bebê”, explica Ronaldo.
Durante a internação, a assistência é conduzida de acordo com as condições clínicas da mulher. A equipe acompanha a evolução do trabalho de parto, presta os cuidados necessários durante o nascimento e monitora a recuperação no pós-parto. O atendimento considera as particularidades de cada paciente, inclusive nos casos que exigem procedimentos e acompanhamento especializado.
Cuidados com o recém-nascido
Após o nascimento, a assistência se estende ao bebê, que passa por avaliações realizadas pela equipe de pediatria ou neonatologia. Os profissionais acompanham a adaptação à vida fora do útero, verificam as condições gerais de saúde e identificam a necessidade de cuidados adicionais, conforme a evolução clínica.
Entre os cuidados dos primeiros dias de vida estão os exames de triagem neonatal, que ajudam a identificar precocemente doenças e alterações que nem sempre apresentam sintomas logo após o nascimento. Entre os principais estão os testes do pezinho, da orelhinha, do olhinho e do coraçãozinho, além da avaliação do frênulo lingual, conhecida como teste da linguinha.
Os exames seguem os prazos e protocolos específicos de cada procedimento. A equipe também orienta os pais ou responsáveis sobre a importância da realização dos testes, o acompanhamento dos resultados e a necessidade de avaliações complementares caso alguma alteração seja identificada. A identificação precoce permite que a criança receba o acompanhamento adequado quando necessário.
Além dos exames, a família recebe orientações sobre aleitamento materno, higiene, sono seguro e cuidados diários com o recém-nascido. Os profissionais também explicam quais sinais de alerta exigem avaliação de saúde, ajudando os responsáveis a reconhecer as necessidades do bebê após a saída da maternidade.
Para a diretora do Hospital da Mulher Mãe Luzia, Cristiani Barros, a assistência precisa contemplar todas as etapas da permanência da mulher e do bebê na unidade, com atenção às necessidades de cada família.
“Nosso compromisso é garantir que a mulher e o bebê recebam assistência em todas as etapas da permanência na maternidade, desde o acolhimento inicial até a alta hospitalar. Esse trabalho envolve diferentes profissionais, que atuam de forma integrada para atender às necessidades de cada família. Também reforçamos a importância das orientações no momento da alta, para que a mãe se sinta mais segura e preparada para dar continuidade aos cuidados com o recém-nascido em casa”, destaca a diretora.
Alta hospitalar e continuidade do cuidado
O tempo de permanência na maternidade depende do tipo de parto e das condições clínicas da mãe e do bebê. Nos casos de parto normal, a referência informada pela unidade é de 24 horas de observação. Para o parto cesariano, a permanência prevista é de 48 horas. Em ambos os casos, a alta depende dos resultados dos exames de sangue, da avaliação médica e da verificação das condições de saúde da mulher e do recém-nascido.
Antes da saída, a equipe fornece orientações sobre a recuperação materna, a amamentação, os cuidados com o bebê, a vacinação, as consultas de acompanhamento e a busca pelos resultados dos exames de triagem neonatal. A família também recebe informações sobre sinais que exigem atenção, como dificuldade para respirar ou recusa persistente das mamadas no bebê, além de febre, sangramento intenso ou dor forte na mãe.
A alta hospitalar, portanto, não representa o fim do cuidado, mas uma nova etapa da assistência. O acompanhamento da mulher no pós-parto e as consultas de rotina do recém-nascido na rede de saúde são fundamentais para monitorar a recuperação materna e o desenvolvimento da criança, dando continuidade aos cuidados iniciados na maternidade.
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