Cidades

Associação Brasileira das Mulheres de Carreiras Jurídicas empossa primeira diretoria no Amapá

Entidade foi tema de entrevista no programa LuizMeloEntrevista e destaca união, educação e enfrentamento à violência contra a mulher como prioridades


 

Douglas Lima
Editor

 

A criação da Seccional Amapá da Associação Brasileira das Mulheres de Carreiras Jurídicas (ABMCJ) marcou um novo capítulo na organização das mulheres do sistema de Justiça no estado. O tema foi destaque na edição desta quinta-feira (29) do programa ‘LuizMeloEntrevista’, do Sistema Diário de Comunicação, com a participação da defensora pública Nicole Lima e da secretária de Estado da Transposição, Anne Marques, integrantes da primeira diretoria da entidade no Amapá.

 

 

A posse da diretoria ocorreu na noite de quarta-feira, 28, em um evento que reuniu magistradas, defensoras, promotoras, oficiais de justiça, advogadas e outras profissionais das carreiras jurídicas. A presidência da ABMCJ Amapá é exercida pela juíza de direito Elane Ramos Cantúria, tendo como vice-presidente Adriana Ramos, além de um colegiado formado por representantes de diferentes áreas do sistema de Justiça.

 

Durante a entrevista, a defensora pública Nicole Lima explicou que a ABMCJ é uma organização não governamental de alcance nacional, criada em 1975, com o objetivo de promover debates, estudos e ações sobre os avanços e os desafios enfrentados pelas mulheres nas carreiras jurídicas. Segundo ela, a entidade possui reconhecimento internacional, com status consultivo junto ao Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (ONU), e atuação vinculada a organismos como UNESCO, UNICEF e Organização Internacional do Trabalho (OIT).

 

 

“O Amapá era o único estado que ainda não tinha sua seccional. Agora, com a constituição da primeira diretoria, passamos a integrar oficialmente essa rede nacional e internacional de mulheres do Direito”, destacou Nicole, que ocupa o cargo de tesoureira adjunta da associação no estado.

 

A secretária estadual da transposição, Anne Marques, integrante do Conselho Deliberativo da ABMCJ Amapá, classificou a posse como um momento histórico e de celebração, mas também de responsabilidade. Ela ressaltou que a união de mulheres de diferentes carreiras jurídicas fortalece o diálogo institucional e amplia a capacidade de construção de políticas públicas voltadas à proteção e promoção dos direitos das mulheres.

 

 

Entre as prioridades da nova diretoria está a atuação preventiva por meio da educação. Anne explicou que a associação pretende atuar em parceria com o Tribunal de Justiça do Amapá, Governo do Estado e prefeituras, especialmente de Macapá e Santana, para contribuir com ações educativas voltadas ao enfrentamento da violência de gênero. A proposta inclui a participação em iniciativas que levem o debate sobre violência contra a mulher para o ambiente escolar, como forma de conscientização desde a infância e juventude.

 

Outro eixo de atuação destacado na entrevista é a discussão sobre a efetividade das medidas protetivas e o enfrentamento ao feminicídio. Segundo Nicole Lima, a presença de mulheres de diferentes instituições — Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública e demais órgãos — permite compartilhar experiências práticas, identificar falhas e buscar aprimoramentos no sistema de proteção às vítimas.

 

Ao fim da entrevista, as representantes da entidade reforçaram o convite para que mulheres das carreiras jurídicas, incluindo estudantes e estagiárias, se associem à ABMCJ Amapá. A associação mantém um canal de comunicação por meio do Instagram (@abmcj.amapa), aberto também ao público em geral interessado em acompanhar e fortalecer as ações da entidade.

 

Com a instalação da seccional no Amapá, a ABMCJ passa a atuar oficialmente em todo o território nacional, consolidando-se como um espaço de articulação, acolhimento e fortalecimento das mulheres no sistema de Justiça.

 


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