Cidades

Atendimento médico por telemedicina já está regulamentado, diz presidente do CRM/AP

Médico Eduardo Monteiro vai ao rádio e diz que o atendimento remoto autorizado para o período da pandemia poderá virar uma realidade no futuro.


Cleber Barbosa

Da Redação

 

 

O presidente Eduardo Monteiro (CRM/AP) disse na Diário FM que os atendimentos médicos, através da chamada telemedicina, já estão regulamentados pelo CFM e que, portanto, todos os profisssionais médicos já estão legalmente autorizados a atuar também dentro dessa nova modalidade, inclusive emitindo receituário. Mas, por enquanto com base numa regulamentação provisória, enquanto durar a pandemia do coronavírus, como dito na entrevista ao programa LuizMeloEntrevista, a seguir:

“Em função de toda dificuldade que se apresenta hoje em dia, com muitos profissionais, aproximadamente 100 mil médicos que se afastaram do serviço por faixa etária acima dos 60 anos, o que também deixa a população desassistida, as duas coisas, suponho, motivaram o nosso conselho federal a criar essa regulamentação, mas por hora só durante esse período de combate ao Covid-19”, disse o cardiologista.

“Mas existe, sim, uma expectativa grande de que a telemedicina virar realidade usual no futuro”, observou o presidente do CRM/AP.  “Porque — continuou — existem estudos neste sentido desde o ano passado, por meio de uma resolução do CFM, mas demandou uma série de ajustes que foram acelerados agora durante a pandemia, mas o tema está em pauta e não deverá demorar muito para que possa ser reconhecido e autorizado defintivamente”, disse.

Eduardo Monteiro considera ser perfeitamente possível fazer desde a tele orientação, que é a conversa entre dois médicos, verificar exames através de aplicativos, como também a prescrição de receituário. “Existe a assinatura digital, que é exatamente para facilitar o acesso à medicação dos pacientes que nesse período grande parte dos ambulatórios foram suspensos, sendo mantidos apenas para algumas doenças, casos crônicos, com riscos de complicações frequentes, portanto para esses casos os atendimentos em ambulatórios foram mantidos para que não houvesse dificuldade na dispensação desse medicamento”, ponderou.


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