Cidades

Centro Covid HU chega a quase 50% dos novos leitos de UTI ocupados

Em menos de 20 horas, Centro Covid HU registra ocupação de 5 dos 12 novos leitos de UTI recém-ativados.


Foto: Márcio Pinheiro/GEA

Railana Pantoja
Da Redação

 

Cerca de 18h após a ativação dos novos leitos de UTI do Centro Covid HU, nesta quarta-feira (20), cinco das doze instalações já foram ocupadas até às 3h da manhã desta quinta-feira (21).

“Desde dezembro observamos uma crescente de internações no HU, principalmente, em leitos de UTI. Devido a isso, ontem (20) conseguimos ampliar e abrir mais 12 leitos. Mas, 48 horas antes dessa abertura, tínhamos 100% da ocupação da UTI. Com os novos leitos conseguimos ‘respirar’ um pouco. Porém, das 13h de quarta-feira até às 3h da manhã desta quinta houve a internação de cinco pacientes já nesses novos leitos de UTI”, confirmou o diretor do Covid HU, Aljerry Rêgo.


De acordo com o diretor, abrir leitos envolve uma logística complexa e solicitação de mais profissionais. Aljerry explica que um leito de UTI é formado por cama, respirador, bombas de infusão, oxigênio adequado, insumos e profissionais como médico, técnico de enfermagem, enfermeiro e fisioterapeuta, que sejam experientes em UTI, para cada leito aberto.

“Quando começamos no HU, tínhamos 30 leitos de UTI. Hoje, temos 66 leitos de UTI adulto e dois de UTI pediátrica, além das enfermarias, que estão tranquilas. E já existe uma necessidade e condição de abrir mais sete leitos. Isso requer mobilização de equipe assistencial médica para cada leito novo. Mas vai chegar um momento em que não conseguiremos abrir com tanta rapidez mais leitos, por isso precisamos da ajuda da população”, solicitou.

 

Perfil
Professores da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP) estão colhendo dados para fazer estatísticas e traçar perfis das pessoas que mais ficam internadas em UTI no Covid do Hospital Universitário (HU).

“Comparando com agosto, quando a gente teve uma alta também, observei que a média de internação aumentou e também elevou o percentual de pacientes jovens, com menos de 50 anos. Temos vários dados diferentes que estão sendo vistos por professores da Unifap e em breve divulgaremos”, finalizou Aljerry Rêgo.


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