Cidades

Centro leva para escolas campanha sobre sintomas e tratamento da tuberculose

Iniciativa é referente ao Dia Mundial de Combate à Tuberculose comemorado no dia 24 de março e busca disseminar informações a respeito da doença.

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osse por mais de três semanas, perda de peso, suor noturno, falta de ar e cansaço são os principais sintomas da tuberculose, destacados, nesta quinta-feira, 21, pela equipe de enfermagem do Centro de Referência em Doenças Tropicais (CRDT) para estudantes da Escola Estadual Dom Aristides Piróvano, em Macapá. A iniciativa faz parte da Semana de Combate à Tuberculose do CRDT, que tem como objetivo disseminar informações de maneira didática a respeito dessa doença.

Durante o evento a Palestrante e Enfermeira do CRDT, Elinilze Galan, destacou que, diante desses sintomas, as pessoas devem procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para que o médico faça a avaliação e solicite o exame de escarro no qual é possível diagnosticar a tuberculose. “Após esse processo, é importante que as pessoas iniciem o tratamento o quanto antes, para que o quadro de saúde não se torne grave”, enfatiza Galan.

O tratamento dura, em média, 6 meses, e requer sempre acompanhamento de especialistas e medicamentos que devem ser oferecidos pelas UBS. De acordo com a enfermeira, pessoas com problemas relacionados à dependência química são mais propícios a desistir do tratamento, por esse motivo o município, através do programa Estratégia Saúde da Família (ESF), deve acompanhar esses casos ainda mais de perto, pois o paciente precisa permanecer até que seja curado. “A tuberculose tem cura, porém, é importante que seja tratada corretamente, e que a pessoa não desista, pois como é um processo longo, exige o acompanhamento de maneira correta e o exame de escarro seja realizado mensalmente até que não haja mais a presença da bactéria”, informa a especialista.
Outro ponto relevante foi a respeito dos mitos e verdades da tuberculose. A enfermeira pontuou que, apesar da doença ser infectocontagiosa, não é necessário que o paciente fique totalmente isolado, pois a doença não é transmitida por compartilhar roupas e talheres, e sim, pelo ar, ao espirrar e, principalmente, ao tossir, e o contato precisa ser acima de 100 horas. Além disso, indivíduos que estão com o sistema imunológico baixo são mais propícios a contrair a doença. “Diabetes, HIV, câncer e insuficiência renal são alguns fatores de risco que podem agravar ainda mais doença. Por esse motivo, esses pacientes devem ter acompanhamento redobrado”, conclui a enfermeira.

O estudante Samuel Maciel, 13 anos, diz que, a partir das informações sobre a tuberculose, poderá alertar também sua família e amigos. “Eu pensava que a doença também era transmitida por talheres, agora, sei que isso é apenas um mito e que as formas de transmissão são bem diferentes das que imaginava”, afirma o garoto.

CRDT

O tratamento de tuberculose do CRDT é voltado para média complexidade. Por esse motivo, a unidade atende cerca de 50 pacientes que são encaminhados pelas UBS, pois possuem difícil diagnóstico da doença, tolerância a medicamentos ou comorbidades como câncer, insuficiência renal, HIV, hepatite, considerados problemas sérios de saúde.

O acompanhamento é feito por uma equipe multiprofissional composta por médicos, enfermeiros, psicólogos, nutricionistas, dentre outros.

 
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