Cidades

Chuvas intensas mobilizam força-tarefa no Amapá

Defesa Civil registrou primeiras ocorrências do inverno amazônico


 

Douglas Lima
Editor

 

O secretário extraordinário de proteção e defesa Civil do Amapá, coronel Frederico Medeiros, afirmou nesta quarta-feira, 11, em fala no programa ‘LuizMeloEntrevista’ (Diário FM 90,9), que o governo do estado já colocou em prática uma força-tarefa para responder aos impactos das primeiras chuvas intensas do período invernoso. Somente ns dias 9 e 10 foram registradas 15 ocorrências, principalmente relacionadas a alagamentos e obstrução de drenagens em Macapá.

 

Segundo Medeiros, as chuvas já eram esperadas, embora tenham chegado com leve atraso, cenário que, nos últimos anos, tem exigido a extensão das operações de combate a incêndios florestais. “Essas primeiras chuvas vêm mostrar onde precisamos depositar maior atenção. Saímos imediatamente para monitorar os pontos críticos e avaliar a gravidade das ocorrências”, explicou.

 

 

O secretário destacou que o governador Clécio Luís antecipou o retorno de agenda no interior para reunir a equipe de governo e alinhar ações emergenciais. A nova estrutura da Defesa Civil, agora mais próxima do gabinete do governador, tem como objetivo fortalecer a coordenação e a articulação entre os órgãos estaduais.

 

Medeiros reforçou que a Defesa Civil atua de forma integrada com secretarias estratégicas, como Infraestrutura, Saúde, Segurança Pública e Assistência Social, por meio de um comitê de respostas rápidas. A Secretaria de Assistência Social, por exemplo, tem papel protagonista no atendimento às famílias atingidas.

 

Ele também alertou para um dos principais fatores de risco durante chuvas fortes: a combinação com maré alta, que dificulta o escoamento da água em uma cidade plana e cortada por canais como Macapá. “O problema maior ocorre quando há acúmulo de sedimentos e resíduos nas linhas de drenagem. Isso impede o escoamento e provoca transtornos e insegurança para a população”, pontuou.

 

 

Alagamento e inundação

O secretário esclareceu ainda a diferença entre alagamentos urbanos, causados por chuvas torrenciais em curto período, e inundações provocadas pela cheia dos rios, fenômeno mais comum em municípios como Laranjal do Jari e Vitória do Jari. “Estamos apenas no início do inverno amazônico. As grandes águas ainda não chegaram, e são elas que intensificam o regime de enchente dos rios”, explicou.

 

À disposição dos municípios

Frederico Medeiros enfatizou que, embora a primeira resposta nas áreas urbanas seja de responsabilidade das defesas civis municipais, o estado está preparado para atuar de forma complementar em qualquer um dos 16 municípios. “O sistema estadual de Defesa Civil está à disposição. Havendo dificuldade, o cidadão pode acionar os canais de emergência que estaremos prontos para apoiar”, garantiu. Em situações de risco, a população deve ligar para 190 ou 193, permitindo o acionamento imediato das equipes de segurança e socorro.

 


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