Cidades

Colorindo o Futuro: projeto adaptado entra em fase de conclusão com doação de tinta para pintura de casas

Para evitar a aglomeração de pessoas, a iniciativa foi adaptada, e o serviço será feito pelos próprios moradores de cada casa.


No mês de março, com a paralisação das atividades presenciais no Ministério Público do Amapá (MP-AP) e isolamento social, o projeto “Colorindo o Futuro – Baixada Pará” foi interrompido em sua fase final, de pintura de casas e formação da Cooperativa de Recicladores da comunidade. Com o retorno gradual das atividades, a Promotoria de Justiça do Meio Ambiente recomeçou gradativamente o andamento do projeto. Nesta quarta-feira (16), foram doadas tintas para concluir a pintura das casas da Travessa Pará 1.

A doação das tintas é a conclusão de um compromisso assumido por alguns membros da Federação do Comércio do Amapá (Fecomércio) e Sindicato das Empresas de Material de Construção do Amapá (SINDIMAT). A empresa de material de construção Maranata fez a doação de dez latões de tinta para completar o necessário para a pintura de 40 casas da referida Travessa.

As tintas também foram adquiridas por meio de acordos de Termos de Ajustamento de Conduta (TAC), e danos causados contra o meio ambiente, compensados com tintas para realizar o projeto na Baixada Pará.

A adaptação à atual situação de combate e proteção contra o coronavírus fez com que o projeto sofresse alterações e redução de seu alcance. A exemplo da quantidade de casas a serem pintadas, que foi reduzida por causa do tempo limite para finalizar o projeto na Baixada Pará e a interrupção da viabilização das tintas. A Travessa Pará 1 foi a primeira área em que o MP-AP atuou com o projeto. Neste local, foi feita a limpeza da área de ressaca, primeira ação em parceria com a Prefeitura de Macapá (PMM) e moradores.

“Nossa intenção era adquirir, por meio de TAC e doações de parceiros, mais tinta e material de pintura, fazermos um grande mutirão com moradores, voluntários e parceiros para pintar, mas infelizmente ficamos inviabilizados por causa da pandemia, e o prazo para concluir o projeto, que já foi prorrogado e não temos mais como estender, porque temos que compromisso com outros projetos da Promotoria. Esperamos que após a pintura das casas, empresários, poder público e moradores, reajam a se conscientizem que vale a pena investir e incentivar ações que melhorem a qualidade de vida de pessoas de áreas pouco privilegiadas”, destacou o promotor de Justiça do Meio Ambiente, Marcelo Moreira.

 

Empreendedorismo comunitário

Para que o projeto seja concluído, a última etapa é a organização e formalização da Cooperativa de Recicladores da Baixada Pará, que será viabilizada em parceria com o Sebrae/AP. Os diálogos estavam em estágio avançado antes da necessidade de isolamento social, quando os moradores interessados em fazer parte do grupo de cooperados,  reuniriam com a diretoria do Sebrae, que assumiu compromisso de ajudar na organização dos cidadãos para que se tornem empreendedores da reciclagem. A ideia é inicial é  reciclar pneus e sabão.

A Cooperativa é a coroação do projeto e o que dará sustentação aos seus objetivos. O projeto foi pensado para conscientizar a respeito da proteção do meio ambiente e da área de ressaca em que a Baixada Pará está localizada, promover justiça e cidadania e levar dignidade com a organização dos moradores para que se tornem empreendedores da reciclagem, aproveitando resíduos tratados como lixo, mas que podem ser produtos que gerem emprego e renda para famílias, além de tirar da natureza produtos nocivos se descartados de forma inadequada.

 

Projeto Colorindo o Futuro – Baixada Pará

O projeto iniciou em 2019 e foi divido em etapas, nas quais foram realizadas – em parcerias – ações de limpeza, saúde, estética, capacitações para entrar no mercado de trabalho, e oficinas, voltadas para a proteção ambiental, qualidade de vida, e resgate da autoestima. Os moradores que estão se organizando para o empreendedorismo participaram das Oficinas de Reciclagem, cujo objetivo era capacitar para a transformação de resíduos jogados como lixo em produtos, reduzir a quantidade de pneus, óleo, latas, plásticos na Baixada Pará, e incentivar o espírito empreendedor nos moradores, para que melhorem a renda familiar.

 


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