Cidades

Com atividades paralisadas, autoescolas acumulam mais de 2,6 mil processos

Dirigente de sindicato do segmento diz que paralisação também já levou empresas a fechar as portas e demitir funcionários. Número de alunos que tiveram processos suspensos para 1ª CNH ultrapassa os 2,6 mil.


Cleber Barbosa
Da Redação

 

O segmento de autoescolas foi um dos mais afetados pelas regras impostas para o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus no Amapá. Agora, os representantes do setor trabalham para retomar as atividades, apesar do registro de quebradeira em muitos empreendimentos do setor – resultando em demissões e paralisando processos de futuros condutores.

Em entrevista na manhã desta quarta-feira (22) ao programa LuizMeloEntrevista (Diário 90,9FM). A presidente do Sindicato dos Proprietários de Autoescolas do Amapá, Cláudia Amanajás, disse que já são 150 dias de paralisação no setor, aguardando a liberação das autoridades para a retomada das atividades dos empreendimentos.

Ela afirma ainda que além das autoescolas, que já fecharam as portas, existem outras que não sabem se irão conseguir voltar ao mercado. “Há uma preocupação com os trabalhadores do seguimento e suas famílias. O índice de desemprego já é elevado. Além disso, também existe um número muito grande de candidatos que ficaram com documentação pendente, cerca de 2,6 Com a paralisação do serviço, as aulas [teóricas e práticas] foram suspensas, provocando um acumulo na demanda. Nestes casos, segundo a representante, nem todas as autoescolas estão preparadas para receber essa sobrecarga de processos e quanto mais tempo passar, mais dificuldade elas terão.

Entre os motivos que estariam emperrando essa retomada, está, segundo Cláudia, a falta de diálogo das autoridades. “Já relatamos reiteradas vezes essa questão ao Detran Amapá, encaminhamos ofícios seguidos e até agora não houve um diálogo. Se até mesmo o comércio varejista já foi reaberto – por força de decreto – por que nós ainda não fomos autorizados? É preciso diálogo”, declara.

Cláudia Amanajás fez um apelo. “Pedimos que o Estado e Município possam nos ouvir. É um apelo comunitário que envolve trabalhadores e alunos. A Diário está servindo como essa ponte e esperamos que essa voz possa ressoar perante as autoridades no sentido de que esse diálogo seja posto à mesa”, concluiu


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