Cidades

Com cirurgias eletivas suspensas no HCAL, secretário de Saúde orienta que pacientes remarquem a data

De acordo com Juan Mendes, a suspensão é uma recomendação da Associação Médica Brasileira (AMB) e do Conselho Federal de Medicina (CFM) como forma de prevenção à Covid-19, levando em consideração que os hospitais são locais de alto risco de contágio.


Railana Pantoja
Da Redação

 

Marcar cirurgias eletivas e avaliações médicas no Hospital de Clínicas Alberto Lima (HCAL) durante a pandemia tem sido um problema para muitos amapaenses. Em entrevista ao programa Luiz Melo Entrevista (Diário FM Macapá) desta segunda-feira (22), a ouvinte Maria relatou que a filha dela precisa fazer uma cirurgia, mas não consegue agendamento e resposta do Hospital.

“Eu queria saber como fica a situação dessas pessoas que não estão com Covid. A minha filha tem que fazer uma cirurgia de vesícula, os exames estão todos prontos, mas, não fazem a cirurgia e ela fica passando mal, não pode internar por causa dos casos de Covid”, questionou.

O secretário estadual de saúde, Juan Mendes, explicou que a Secretaria de Saúde do Amapá (SESA) está seguindo recomendações da Associação Médica Brasileira (AMB) e do Conselho Federal de Medicina (CFM) que orientam sobre a realização de cirurgias nesse período.

“Orientaram no início da pandemia que todas as cirurgias eletivas, aquelas em que o paciente precisa fazer a cirurgia mas pode aguardar e não fica em risco iminente de morte, ou qualquer outra situação que vá trazer um dano sério para a saúde, como cirurgias de retirada de vesícula, hérnia e outras do âmbito da cirurgia geral, podem aguardar. São cirurgias consideradas eletivas e isso é uma recomendação da Associação e do Conselho”, explicou.

Outras cirurgias consideradas urgência estão sendo realizadas com limitações, garantiu o secretário Juan Mendes.

“Ortopedia, cirurgias oncológicas e neurocirurgia estão ocorrendo, ainda que sejam com limitações, aquelas questões que a gente sempre vem tratando e quer sanar, como em relação aos materiais, enfim, mas estão ocorrendo sim no âmbito geral”, complementou.

A medida recomendada pela Associação Médica Brasileira (AMB) vem como forma de prevenção à Covid-19, levando em consideração que os hospitais são locais de alto risco de contágio e isso pode complicar o pós-operatório dos pacientes.

“O risco do paciente entrar num hospital, contrair a Covid-19 ou até mesmo ter queda de imunidade são fatores de grande influência no pós-operatório imediato. É uma situação que nós precisamos resgatar e a gente vai fazer isso a curto prazo, inclusive fazendo um novo planejamento dessas cirurgias que estão em demanda reprimida, para que sejam remarcadas e a gente efetivamente faça esse serviço”, informou.

A orientação do secretário para as pessoas que enfrentam o mesmo problema da ouvinte Maria, é que procurem a secretaria do centro cirúrgico do HCAL (se for cirurgia eletiva) e busquem o reagendamento da cirurgia.

“Como já estamos numa certa estabilização e pensando na retomada de um novo normal, acredito que a cirurgia já será remarcada, inclusive estamos buscando contratos com instituições particulares para retirar essa carga de demanda reprimida”, finalizou Juan Mendes.


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