Comboio chega ao local onde navio naufragou no Amapá; processo de reflutuação inicia neste sábado
Segundo o último boletim divulgado pelo Corpo de Bombeiros e Capitania dos Portos do Amapá, foram contabilizadas até hoje: 34 vítimas fatais e 51 pessoas resgatadas com vida. O número de desaparecidos ainda é incerto.

Elden Carlos
Editor
O comboio com a estrutura que vai realizar a operação de reflutuação do navio Anna Karoline III, que naufragou no dia 29 de fevereiro na boca do rio Jari, região Sul do Amapá, chegou ao local do acidente na madrugada deste sábado (21). A informação foi confirmada via telefone ao Diário pelo porta-voz do Comitê de Gerenciamento de Crise do Estado, coronel Carlos Souza, que também é secretário de Estado da Justiça e Segurança Pública.

“O comboio – que saiu de Belém (PA) no dia 16 passado – está no local e hoje mesmo já inicia a operação. É um processo que requer várias medidas de segurança que foram estipuladas no protocolo apresentado dentro do plano entregue pela empresa à Capitania dos Portos. Hoje, de fato, começa a operação de reflutuação do navio. Estamos com toda nossa estrutura do Estado no local para acompanhar e auxiliar no que for preciso”, destacou o porta-voz.

Ainda neste sábado, ocorre a demarcação da área onde o trabalho será executado; a instalação de bóias de condenação, necessárias, caso haja vazamento de combustível; mergulhos de inspeção técnica para avaliar, por exemplo, o quanto o navio está enterrado na lama. Nesse caso, os mergulhadores poderão usar a técnica de jateamento, utilizada em garimpos, para retirar a lama acumulada e liberar o navio com mais facilidade durante a reflutuação; tamponamento da casa de máquinas e locais passíveis de vazamento de combustível; atracação da proa e popa e instalação dos flutuadores.

“Essas são apenas algumas das medidas a serem adotadas neste sábado. Ao final da tarde receberei um relatório que já deve apontar quanto tempo deve durar o processo de reflutuação. É necessário esclarecer que essa retirada acontece como se fosse uma escada, por onde se sobe degrau por degrau até chegar o mais próximo possível da margem. Quando a embarcação aparecer é que inicia o processo para colocá-la na posição normal, esgotar os compartimentos inundados para que ela flutue novamente. Assim, poderemos fazer a varredura completa da embarcação”, concluiu Carlos Souza.
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