Cidades

Comissão de Direitos Humanos da OAB busca por informações sobre morte de cacique Wajãpi

Membros da comissão pedem celeridade na apuração dos fatos e pedem que informações falsas não sejam divulgadas para não criar mais alarde sobre o caso.


O conselheiro federal e membro da Comissão Nacional de Direitos Humanos (CDH) da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), advogado Maurício Pereira, e o conselheiro seccional e presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-AP, Adolpho Nery, estiveram reunidos nesta segunda-feira (29) com o superintende regional da Polícia Federal (PF), delegado Dorival Ranucci, para tratar sobre a colaboração institucional da questão humanitária envolvendo os indígenas das terras Wajãpi, no município de Pedra Branca, distante 200 quilômetros da capital, Macapá.

Maurício Pereira lembrou que a morte do cacique Emira Wajãpi, de 68 anos, sobre circunstancias que estão sendo apuradas pela polícia, precisa ser esclarecida rapidamente para que falas notícias [fakes news] não gerem maior instabilidade na área indígena.

“Na reunião as autoridades informaram que a equipe que foi para área indígena não verificou sinais ou indícios de violências ou presença de intrusos na área. O óbito do líder Wãipi pode ter causas naturais ou acidentais, vez que seu corpo tinha escoriações, mas não sinais de violência.

A Polícia Federal conta com apoio de antropólogos da Funai, a fim de convencer a comunidade indígena a contrariar seus costumes e permitir a exumação e necropsia do cadáver.Vemos isso com grande preocupação, já que as informações iniciais sobre conflitos acabaram causando comoção social e repercussão até mesmo internacional”, disse Maurício Pereira.

Reportagem: Elden Carlos


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