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Comunidades quilombolas receberão cursos ofertados pela Unifap

A princípio serão três cursos: Pedagogia, Letras-Português e Ciências Biológicas. A implantação de polos nas comunidades bem localizadas é uma forma de atender comunidades das redondezas.


Lana Caroline
Da Redação

 

Comunidades quilombolas agora terão acesso, mais rápido, ao ensino superior graças a diversas reuniões para implantação dos cursos de graduação nas localidades. Os cursos serão ofertados pela Universidade Federal do Amapá (Unifap).

“Começamos a observar que não adianta ter cotas ou ser disponibilizados editais específicos se as pessoas [quilombolas] não estavam tendo acesso a eles. A partir disso, iniciou-se um diálogo e fizemos com que o edital fosse construído em cima das necessidades e condições para a população quilombola fazer nossos cursos”, disse a vice-reitora da Unifap, Simone Leal, em entrevista ao Café com Notícia (Diário 90,9 FM), desta quinta-feira (10).

 

Segundo os moradores, os estudantes terminam o ensino médio e não dão continuidade aos estudos porque não há oferta de cursos de nível superior na região. As famílias de poder aquisitivo, um pouco maior, acabam pagando faculdades, na capital, para que os filhos possam ter acesso a graduação, mas acabam tendo dificuldades de mantê-los na cidade, por conta do custo de vida alto.

 

A princípio serão três cursos: Pedagogia, Letras-Português e Ciências Biológicas. A implantação de polos unifapianos em comunidades bem localizadas foi uma forma de acolher, não somente as pessoas de uma comunidade, mas sim outras dos arredores.

 

“Esse projeto mostra a força da articulação dessas comunidades, sem falar que eles estão animados com tudo isso”, encerrou Simone.


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