Conselho de Enfermagem reivindica assento no comitê de crise da pandemia
Presidente do COREN sugere que a classe esteja representada no colegiado que define as ações de enfrentamento da pandemia.

Cleber Barbosa
Da Redação
A presidente do Conselho Regional de Enfermagem (COREN), Emília Pimentel, fez uma reivindicação no rádio nesta quarta-feira (22), para que a representação de classe que congrega, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem possa ter assento nos comitês estratégicos de gerenciamento da crise epidemiológica pelo Covid-19 no Amapá. Ele diz ter participado no começo do combate à pandemia de alguns encontros em que essa possibilidade foi sugerida, mas que na prática isso não vem ocorrendo.
Entrevistada pelo programa Café com Notícia, rádio Diário FM (90,9) ela disse que o último levantamento feito pelo Observatório do Coren dá conta de que pelo menos 68 profissionais com notificações acometidos pelo Covid-19, que utiliza monitoramento do Conselho Federal de Enfermagem, o COFEN.
Para a dirigente de classe, a falta ou a má distribuição dos equipamentos de proteção individual (EPIs) poderia explicar esse quantitativo preocupante de infestação de profissionais da enfermagem durante o combate da doença no estado. “Foram feitas fiscalizações em vinte e cinco estabelecimentos de saúde somente na capital e a gente tem um relatório significativo do que foi observado nesses espaços, onde além da carência de luvas, máscaras e álcool em gel, há ainda o problema da falta de água para lavar as mãos, então nós estamos numa situação muito preocupante”, pondera.
Emília Pimentel disse que o conselho já atravessou documentos a autoridades tanto do estado como do município, endereçadas aos setoriais de saúde, mas que até o momento não obteve nenhuma garantia de atendimento do pleito. “Por conta disso nós enviamos um relatório do Ministério Público, o estadual e o federal, bem como ao Ministério do Trabalho, pois entendemos que vamos precisar das ajuda da justiça para fazer algo pela enfermagem, pois não podemos ficar a mercê de uma situação que já deveria ter sido corrigida”, completa.
Outro lado
A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Estado da Saúde, mas até o momento do fechamento da edição do Diário do Amapá, não havia sido divulgado nenhum posicionamento da SESA a respeito da reivindicação da representante da classe da enfermagem.
Deixe seu comentário
Publicidade
