Cidades

Conselho de Psicologia promove debate acadêmico sobre “sofrimento ético político”

Entre as iniciativas, ações em espaços públicos, mesas redondas, debates, espaços de conversas, que são voltadas tanto para a conscientização da classe sobre a importância da atuação deste, como também para a sociedade saber qual o papel do profissional da psicologia.


Cleber Barbosa

Da Redação

 

A psicóloga Luana Nunes, que atua no Conselho Regional de Psicologia, foi ao rádio nesta segunda-feira (10) divulgar o debate que irá ocorrer na próxima terça-feira, dia 11, em Macapá. Falando à equipe do programa Café com Notícia, da rádio Diário FM (90,9) ela também deu detalhes sobre o dia a dia da profissão, seus limites e competências.

O tema escolhido para o evento será “Sofrimento Ético Político e suas Formas Clínicas”, como ferramenta de um debate acadêmico promovido pelo Curso de Psicologia da Faculdade Estácio de Macapá. O tema foi escolhido pela conselheira Rosane Granzoto, que tem assento no Conselho Federal de Psicologia. Sofrimento ético político é todo sofrimento produzido em contexto de carência, violação de direitos, violência ou relações de abuso de poder. “Todos nós estamos passíveis de passar por esse tipo de situação”, diz a especialista.

Ela explicou que um dos objetivos do evento é discutir como profissionais da saúde trabalharem isso num contexto clínico. Dentre os profissionais da saúde a que se refere, aponta não apenas os psicólogos como também os demais profissionais da área, como um todo.

Essas situações, segundo a psicóloga, estão presentes no cotidiano das pessoas, como por exemplo ao terem negado o acesso ao atendimento digno à saúde em um posto médico. “Ninguém procura uma instituição de saúde porque pretende simplesmente passear, então quem procura um equipamento de saúde pública o faz por simplesmente estar precisando, então foi pensando nisso que o nosso conselho trouxe essa proposta para que possamos discutir a importância dos próprios profissionais da saúde conseguirem compreender a necessidade de acolher esse usuário dentro do sofrimento que ele externa”, disse.

 

Visibilidade

Luana Nunes explicou que existe um calendário anual planejado pelo Conselho de Psicologia voltado a acima de tudo repassar à sociedade qual o papel do profissional psicólogo. Entre as iniciativas, ações em espaços públicos, mesas redondas, debates, espaços de conversas, que são voltadas tanto para a conscientização da classe sobre a importância da atuação deste, como também para a sociedade saber qual o papel do profissional da psicologia.

Citou como exemplo a participação recente da entidade na Semana da Visibilidade Trans, quando ocorreu uma ação na Praça Veiga Cabral, com orientações diversas e até amparo legal para o exercício profissional. “Também falamos sobre qual o papel do profissional da Psicologia diante dessa comunidade, já que não existe reorientação sexual, enfim, falar sobre todas as questões, até sobre o psicólogo não ter o direito de se utilizar de uma psicologia Cristã para validar a sua prática profissional”, completou.


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