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Covid-19: índices comprovam eficácia do lockdown e permitem reabertura do comércio

Macapá e Santana, cidades mais populosas do Amapá, saíram da classificação de alto risco.

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Foto: Ascom/SVS

Os dados mais recentes do boletim epidemiológico elaborado pela equipe técnica e científica do Estado do Amapá comprovam a efetividade das medidas de proteção à vida adotadas pelo governo nas últimas semanas.

As cidades mais populosas do Amapá, Macapá e Santana, que ficaram por várias semanas com a classificação de risco na cor roxa – muito alto –, recuaram para a cor vermelha – risco alto. Apenas Calçoene, Tartarugalzinho e Vitória do Jari permanecem na cor roxa. Os municípios que apresentam menor risco são Laranjal do Jarí e Oiapoque, que são considerados como moderado.

Com os avanços, foi possível o Governo do Estado flexibilizar as medidas de proteção à vida, permitindo ainda a reabertura gradual do comércio.

Esse avanço no combate à pandemia no Amapá pode ser comprovado pelos dados que consideram o ritmo de transmissão do vírus no estado (Rt), que era, no dia 24 de março, de 1.14, e baixou para 1.01 no dia 10 de abril e, finalmente, para 0,97 no dia 17 de abril.

Esta queda é fundamental, pois tem relação com a potencialidade que uma pessoa infectada tem de transmitir o vírus para outra pessoa. Para exemplificar, é a partir deste dado que medidas de proteção à vida mais agudas, como o lockdown, são tomadas na tentativa de frear o avanço da transmissibilidade, para que, depois dele, os outros índices iniciem também a redução.

Essa redução pode ser observada também na taxa de ocupação de leitos de UTI, que era de 94,17% no dia 27 de março, 85,2% no dia 10 de abril e 76,65% em 17 de abril. O movimento similar ocorreu com os leitos clínicos – também é necessário levar em conta os investimentos do Governo do Estado para a ampliação do número de leitos nas últimas semanas, que elevou a capacidade da rede pública estadual de atender mais pacientes acometidos pela doença.

Os óbitos ocasionados por covid-19 também começaram a diminuir no Amapá. Foram 53 registros de vidas perdidas para a doença na semana epidemiológica que encerrou no dia 27 de março, novamente 53 na semana que encerrou dia 3 de abril. Já na semana do dia 10 de abril foram 67 e na semana epidemiológica que encerrou no último sábado, 17, foram 49.

A procura por atendimentos nas unidades básicas de saúde também diminuiu e todos esses dados juntos validam a efetividade do lockdown adotado.

“É uma decisão difícil tomar medidas mais duras em relação à diminuição de atividades econômicas e sociais, mas estamos amparados e seguindo a ciência. Não há valor mais importante do que a vida e a decisão do Governo do Estado foi correta. Hoje, temos uma situação que vai melhorando, mas a vida e a experiência nos mostraram como este vírus é traiçoeiro, precisamos da colaboração de todos na manutenção dos cuidados”, declarou Dorinaldo Malafaia, superintendente da Vigilância em Saúde do Amapa.

Dorinaldo alerta ainda que mesmo com a redução nos números e a flexibilização nas medidas sociais e sanitárias, os cuidados, como uso de máscara, alcóol em gel e evitar aglomerações, devem ser mantidos, para que os munícipios não retrocedam na classíficação de risco.

 
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