CTMac fiscaliza terminais de ônibus e estuda criação do seguro-mototáxi
Benefício seria para atender mototaxistas que sofrem com a queda da procura por passageiros que temem contágio do coronavírus por meio dos capacetes.

Lana Caroline
Da Redação
O presidente da Companhia de Trânsito e Transportes de Macapá, André Lima, afirmou em entrevista na manhã desta terça-feira (24) ao programa LuizMeloEntrevista (Diário 90,9FM) que o decreto municipal, assinado na semana passada pelo prefeito de Macapá, Clécio Luis, que altera o funcionamento do transporte público na capital, e que impôs redução de 70% da frota, foi alterado ante à demanda ainda existente de passageiros. A redução foi tomada em virtude da menor circulação de pessoas durante o período de quarentena que busca quebrar a corrente de propagação do corona vírus (Covid-19).
“É uma situação que ainda não havíamos enfrentado. A frota foi reduzida por vários motivos, inclusive, pelo fechamento do comércio, empresas, escolas, repartições públicas dentre outros, diminuindo o fluxo de passageiros. Porém, muitas pessoas precisam se locomover pra serviços que foram mantidos. O decreto estabelecia que os ônibus só deveriam circular com o quantitativo de passageiros sentados. Porém, esses carros já saiam dos terminais com essa capacitada. Ocorre que durante a viagem os motoristas acabavam parando e embarcando mais pessoas. Por isso, a alteração garante que assim que um carro sair com os passageiros do terminal, outro sai junto, vazio, para recolher esses passageiros no caminho”, garantiu.
André Lima também garantiu que a fiscalização em todos os terminais da capital ocorre para garantir essa medida quanto ao número de passageiros embarcados, além da higienização na saída e chegada dos veículos.
“Pedimos que a população nos ajude com denúncias, caso alguma dessas determinações seja infringida. As denúncias podem ser feitas por meio do ‘CTMac Agiliza’, através do número (96) 98801-9697”, pediu.
Ao ser questionado por um ouvinte sobre a possibilidade de dispensar o uso de capacete por passageiros de mototáxis, André foi taxativo: “Não. Isso está fora de cogitação. Além de ferir o Código de Trânsito Brasileiro, seria um atentado direto contra a vida desse passageiro. Sabemos que diferente dos taxistas e motoristas de aplicativo, os mototaxistas acabam mais prejudicados pelo fato de que as pessoas passam a temer o uso do capacete, e, sem a higienização correta, serem infectadas. Por isso, estamos em diálogo com o senador Randolfe Rodrigues para ver a viabilidade de se criar uma espécie de seguro para esses profissionais, como o seguro-defeso, por exemplo. Estamos trabalhando nesse processo e o senador está empenhado nessa causa”, concluiu.
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