Cidades

Cunha diz que ‘crise de confiança’ é maior que ‘crise econômica’

Restabelecer ‘confiança’ é condição para crescimento, disse a empresários.


Em palestra para empresários do Centro Oeste, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou qque a crise de “confiança” no governo da presidente Dilma Rousseff é mais grave que a “crise econômica”.

Para o peemedebista, o Executivo precisa “restabelecer a confiança” para alcançar qualquer tipo de resultado positivo na geração de emprego, renda e aumento do Produto Interno Bruto (PIB).

“A crise econômica é pela perda da confiança que a sociedade tem no governo. Mais do que a crise econômica há uma crise de confiança. A crise política potencializa, porque você não tem capacidade de controle. A confiança tem que ser restabelecida e para isso são vários os fatores”, afirmou Cunha.

Ele participou da 3ª Edição da Visão Capital, evento que reúne empresários para debater as perspectivas para a indústria e o comercial nacional. No evento, o presidente da Câmara avaliou que o Brasil não conseguirá retomar o crescimento já em 2016.
“O ano de 2016 vai ter queda de PIB sim. A confiança tem que ser restabelecida. Se ela não for, não há legislação que possamos fazer, que possa reverter, com o pessimismo, a capacidade de emprego e renda”, disse Cunha.

Sem apontar caminhos para a solução, Cunha também defendeu que o combate à “crise política” deve ser “prioridade”. “A crise política e crise econômica uma alimenta a outra. São quase irmãs siamesas. É preciso enfrentar as duas separadamente, mas a prioridade é resolver a crise política, porque ela permite as condições para enfrentar a crise econômica.” Cunha também criticou o ajuste fiscal do governo, classificando-o de “pífio”. Para o peemedebista, não adianta apenas aumentar arrecadação com mais tributos.

“O ajuste fiscal em si é pífio e ele não tem nem relevância numérica no problema da falta de superávit [economia feita para pagar juros da dívida]. Ele é muito mais simbólico, com o objetivo de mostrar que se tem controle sobre as contas públicas e, consequentemente, você gerar perante os investidores a segurança de que o dinheiro vai ser aplicado”.


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