Dados do IBGE orientam análise sobre qualificação profissional no Amapá
Análise técnica da Seplan esclarece conceitos sobre desocupação no Estado e destaca a atuação do programa “Qualifica Amapá” para a geração de empregos

A Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan) analisou dados recentes divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com foco em indicadores relacionados à qualificação profissional de jovens e adultos no Amapá. A avaliação técnica busca contextualizar os números e reforçar a transparência no diálogo com a sociedade amapaense.
Durante a apresentação dos dados, o coordenador de Análise e Informação da Seplan, Assis Costa, ressaltou a importância de interpretar corretamente a metodologia aplicada pelo instituto, destacando que termos como “desempregado” e “desocupado” possuem definições distintas.
“A palavra ‘desocupado’, na metodologia do IBGE, refere-se a qualquer pessoa acima de 14 anos que não está inserida no mercado de trabalho no período pesquisado. Já o conceito popular de ‘desempregado’ costuma estar associado à falta de carteira assinada ou de vínculo prestador com uma empresa. Muitas vezes, criam-se manchetes que não refletem com precisão a realidade dos dados”, explicou Assis Costa.
Maior gargalo
Os números evidenciam que o maior gargalo no mercado de trabalho amapaense concentra-se nas pessoas que não concluíram o ensino médio, grupo no qual a taxa de desocupação atinge 18%.
Para combater a desocupação nessa parcela da população, o Governo do Estado vem intensificando ações focadas na qualificação e na inclusão produtiva.
A coordenadora de Governança de Dados da Seplan, Vanete Palmeira, destacou que o projeto Qualifica Amapá surge justamente para criar oportunidades concretas para quem não concluiu a educação básica.
“O Qualifica Amapá está atuando diretamente no público mais afetado pela desocupação. Estamos preparando os cidadãos com cursos técnicos e capacitações direcionadas às reais demandas da nossa economia, garantindo autonomia e novas perspectivas de renda”, afirmou Vanete Palmeira.
Entre as frentes de capacitação, destaca-se o apoio à cadeia produtiva do petróleo e gás, setor promissor para o desenvolvimento regional. O programa já está qualificando um número expressivo de trabalhadores para atuar nas demandas desse mercado emergente, garantindo que a mão de obra local esteja pronta para absorver as novas vagas que serão geradas.
Com essa atuação integrada entre planejamento de dados e políticas públicas de capacitação, o Governo do Amapá busca transformar os indicadores estatísticos em ações práticas que gerem desenvolvimento social e econômico para a população.
Escolaridade e Mercado de Trabalho
A análise da Seplan revelou que a taxa de desocupação no estado varia expressivamente conforme o nível de instrução da população:
Nível de Escolaridade x taxa de desocupação:
• Ensino Superior Completo (taxa de desocupação – 4%)
• Ensino Superior Incompleto (taxa de desocupação – 8%)
• Ensino Médio Incompleto (taxa de desocupação – 18%)
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