David Covre quer mais sintonia entre obras de saneamento e pavimentação
De volta à Secretaria Municipal de Obras, arquiteto diz que integração e planejamento podem evitar desperdícios.

Cleber Barbosa
Da Redação
Depois de quase virar candidato a vice-prefeito nas eleições de novembro próximo, o arquiteto David Covre reassumiu [esta semana] a Secretaria Municipal de Obras (SEMOB) e anunciou em entrevista na manhã desta quarta-feira (16) ao programa LuizMeloEntrevista (Diário 90,9FM) as metas para o restante da gestão. Ele sugeriu maior sintonia entre município e Estado em relação às obras de saneamento básico para evitar o desperdício e transtornos de se perfurar uma rua logo depois de ser pavimentada.
Covre também respondeu aos inúmeros questionamentos e atendeu às diversas demandas da população que chegaram à emissora por meio de telefonemas e mensagens pelas redes sociais.
David Covre explicou que as obras viárias em curso [são mais de 50 em execução atualmente], seguem um cronograma rigoroso definido a partir de contratos firmados pela prefeitura e as empresas contratadas.
“Nós conseguimos estabelecer um plano de trabalho junto a essas empreiteiras que está sendo muito bem executado e até mesmo mais rápido do que os prazos do cronograma, só não indo até mais acelerado devido a intervenções para ajustes de obras de saneamento executadas pelo Estado”, disse ele.
O secretário revelou haver tratativas e um bom entendimento com os representantes do governo do Estado, no sentido de se compartilhar e adequar o plano das chamadas obras enterradas – tubulação e drenagem – de modo a que se tenha uma maior eficiência na hora de se avançar com obras de abertura de ruas ou recuperação asfáltica de vias mais antigas.
Ele disse que entre as dificuldades estão as intercorrências provocadas por danos à rede de distribuição de água, um sistema considerado ultrapassado e extremamente desgastado.
“Quando você entra com compactação, vibração, a movimentação de água e coleta de esgoto a maioria não tiveram uma execução adequada no passado e nós herdamos esse passivo, onde as redes foram assentadas diretamente no material laterítico, não há um colchão de areia no entorno dessas redes, então com avanço dessas obras essas redes vão rompendo e aí a gente tem que acionar a Caesa para fazer os reparos e muitas vezes o material não tem em Macapá, o que acaba fazendo com que a gente tenha que fechar um trecho que estava previsto para um dia e acaba levando dois, três”, completou.
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