Declarações da OMS estão deixando dúvidas, diz presidente do CRM/AP
Médico cardiologista Eduardo Monteiro avaliou os recentes posicionamentos de integrantes da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre os estudos relacionados à cloroquina no tratamento da Covid-19 e o caso dos infectados assintomáticos.

Railana Pantoja
Da Redação
O presidente do Conselho Regional de Medicina do Amapá (CRM/AP), médico cardiologista Eduardo Monteiro, avaliou na manhã desta terça-feira (9) os posicionamentos recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre assuntos relacionados à pandemia do novo coronavírus. Para o médico, as declarações da Organização têm deixado dúvidas.
“Existe uma dúvida muito grande sobre as publicações da Organização. Nós tivemos duas situações aí e uma que foi extremamente grave: a OMS se baseou em dois estudos de duas revistas científicas famosas, na Lancet, que publicou estudo com 96 mil profissionais do mundo inteiro, mas logo em seguida cerca de 100 pesquisadores começaram a falar sobre isso e disseram que tinham erros terríveis no estudo, e a Organização acabou voltando atrás. Ela tinha parado a pesquisa com a Hidroxicloroquina e voltou a fazer, já que o que tinha sido aceitado não tinha respaldo científico a respeito”, disse Eduardo Monteiro.
O presidente do CRM/AP falou que a declaração recente e polêmica da OMS sobre os assintomáticos não serem potenciais transmissores do novo coronavírus faz questionar o isolamento social, apontado como a medida mais eficaz contra a disseminação da doença.
“Por que eu vou deixar uma pessoa que não tem sintoma parada, sem trabalho, comprometendo a economia do país, se agora estão descobrindo que não tem como fazer essa transmissibilidade? Então, eu fico muito em dúvida nas declarações da Organização Mundial de Saúde”, complementou.
Levando em consideração um estudo que compara a população do Brasil com a de cinco países da Europa, o médico acha que o Brasil não será um epicentro, principalmente pelo fato das medicações serem usadas na fase inicial da doença.
“Em um deles a mortalidade chegou a 80 mil pessoas, e no Brasil nós ainda não chegamos nem a 50% disso. Nós temos um índice de curados muito alto, já que está se utilizando o protocolo terapêutico precocemente, protocolo que os outros países utilizaram muito tarde, e nós estamos conseguindo salvar vidas. A mortalidade dos pacientes que vão para UTI e desenvolvem a forma grave ainda é alta, mas nós estamos conseguindo tirar pacientes da Unidade de Terapia Intensiva”, finalizou falando de forma otimista.
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