Defeito dentário ataca alunos do ensino fundamental do Amapá
Problema detectado pela pesquisadora Cristina Gradella.

Douglas Lima
Da Redação
Uma pesquisa com propósito de levantamento para tese de pós doutorado em odontopediatria ocasionou a descoberta de um defeito no esmalte dos dentes permanentes molares e incisivos em grande parcela de alunos de 8 a 10 anos de idade de escolas municipais do ensino fundamental no estado do Amapá, nas zonas rurais e urbanas.
A pesquisa é realizada pela doutora Cristina Gradella, assessorada pelas acadêmicas de odontologia Iasmin Pastana e Carla Beatriz. Até agora, 24 educandários já foram visitados. Nesta sexta-feira, 27, outras dois serão alvos do trabalho.

Dra. Cristina, no programa ‘Café com Notícia’ desta quinta-feira, 26, falou da pesquisa, acompanhada de Iasmin e Carla. Elas disseram que o problema detectado é um dos maiores desafios da prática odontológica pelo impacto na qualidade de vida das crianças e adolescentes.
Cientificamente, o defeito no esmalte dentário é chamado Hipomineralização Molar – Incisivo com a sigla HMI, e é associado com a cárie. Trinta e quatro por cento dos mais de quinhentos estudantes abordados foram encontrados com a HMI.
Cristina Gradella, cujo pós doutorado faz na São Leopoldo Mandic , explica que a Hipomineralização Molar – Incisivo é um defeito qualitativo do esmalte, que resulta normalmente em perda da estrutura dentária, onde os molares afetados frequentemente requerem tratamento extensivo.
A pesquisadora informou que os resultados do trabalho junto a alunos do ensino fundamental do Amapá será levado para eventos odontológicos no Brasil e exterior, e ainda será motivo de artigos científicos em revistas especializadas.
Fotos: Joelson Palheta
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