Cidades

DEV Mineração planeja retomar 2,5 mil empregos nas minas do interior do Amapá

Em entrevista exclusiva à Rádio Diário FM, diretora da companhia diz que investidores pretendem reativar sistema mina, ferrovia e porto


 

Douglas Lima e Cleber Barbosa 

Da Redação

 

A empresa DEV Mineração está nas tratativas finais para retomar as atividades de extração do minério de ferro no município de Pedra Branca do Amapari. As primeiras operações já foram iniciadas, com o embarque da produção de minérios estocados em Pedra Branca do Amapari.

 

Segundo a diretora executiva da empresa, Raquel Dalseco, já foi concedida a autorização prévia da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), enquanto o processo de instalação da extratora está em 90%, a ser logrado em sua totalidade nos próximos três meses.

 

Depois a empresa deverá, por fim, obter a autorização de operação da mina menor, que deve dar início às atividades, fato que ocorrerá em até nove meses, conforme previu Raquel.

 

A diretora da DEV Mineração falou ao programa PontoDeEncontro (Diário FM 90,9) na tarde desta segunda-feira, 19, onde, entre outros temas, informou que desde 2019 está sendo aplicado o processo de recuperação judicial. “Foi renegociado com todos os credores, e a partir disso tomamos posse; a responsabilidade é nossa”, disse.

 

 

Raquel ainda lembrou que no fim do ano passado foi feito o anúncio em Londres sobre a retomada da exploração do minério de ferro no Amapá. Além da atividade de extração, ela informou que surgirão novas demandas para a plena atividade, que envolve “mina, ferrovia e porto”, e que as ações mineradoras começarão em tamanho menor, escalonando para o tamanho maior nos anos seguintes. “Já temos o material em Pedra Branca para reprocessar e exportar”, adiantou.

 

Durante a entrevista, foi esclarecido que ferrovias têm um peso importante para o projeto, podendo ser aplicadas através de iniciativa particular, privada ou terceirizada; enquanto a estrutura ou estruturas não são executadas, o meio de transporte do minério será rodoviário até o Porto de Santana. “Os trens serão utilizados ainda pelo agronegócio, o setor madeireiro e o transporte de passageiros”, falou.

 

Para a diretora executiva da DEV, serão gerados inicialmente cerca de 100 empregos diretos, antes da atividade de extração, e que o número deve aumentar com a retomada da mineração – podendo chegar a 2,5 mil com a expansão plena das operações nas duas minas.

 

 

Por fim, Raquel afirmou que estão sendo feitos estudos para que o material seja extraído com qualidade, para aumentar o tempo de vida das minas.

 


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