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‘É coerente com a minha vida’, diz Dilma sobre combate à corru

Para inibir corrupção são aposta do governo para atender protestos


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Ao anunciarum pacote de medidas para inibir e aumentar a punição a irregularidades na administração pública, a presidente Dilma Rousseff afirmou que o combate à corrupção é “coerente” com sua trajetória pessoal e com sua atuação como chefe do Executivo federal.

Em uma cerimônia no Palácio do Planalto, Dilma entregou simbolicamente ao Congresso Nacional um conjunto de cinco propostas para combater a corrupção. Veja aqui os detalhes do pacote.

“Meu compromisso com o combate à corrupção é coerente com minha vida pessoal, com minha prática política e é coerente com minha atuação como presidenta”, disse Dilma na solenidade, sob aplausos da plateia.

Principal aposta do governo para atender às cobranças de parte da população aos recentes escândalos de corrupção, o pacote reúne projetos sobre o tema que já tramitam no Legislativo e textos elaborados pelo Executivo.
Alvo de protestos por todo o país no último domingo (15) – especialmente, devido ao esquema de corrupção na Petrobras –, a presidente da República ressaltou, em meio ao seu discurso, que é preciso “investigar e punir os corruptos e corruptores de forma rápida e efetiva”.

Punição
“[O povo] sabe que a corrupção no Brasil não foi inventada recentemente, sabe que o que diferencia um país do outro, e um governo do outro, é o fato de alguns países e alguns governos criarem condições para que a corrupção seja prevenida, investigada e punida”, disse a petista em seu pronunciamento.

“A corrupção ofende e humilha os trabalhadores, diminui a importância do trabalho honesto, transforma a classe média e suas aspirações, dando um exemplo falso de facilidade. A corrupção prejudica empresários, prejudica o trabalhador, atinge e ofende os homens cidadãos e mulheres cidadãs de bem”, complementou.
‘Herança da escravidão’
Dilma Rousseff também comparou a tradição “patrimonialista” no Brasil, em que o público é confundido com o privado, à herança da escravidão na sociedade brasileira – segundo ela, com reflexos até os dias de hoje na exclusão social.

“Essa herança, tanto da escravidão quanto das práticas patrimonialistas, não pode servir de álibi para ninguém nem para nada”, enfatizou a petista, acrescentando que é preciso “abrir bem os olhos” para “dar um basta” na corrupção.

Ao longo dos cerca de 25 minutos de discurso, a presidente saiu em defesa da gestão do PT no governo federal e voltou a afirmar que, desde o início do governo Lula, em 2003, a PF e o MP ganharam mais autonomia. Além disso, Dilma destacou que a Controladoria-Geral da União (CGU) passou a ter status de ministério na administração petista. Segundo a presidente, as más práticas “não são mais varridas para debaixo do tapete”.

 
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