Cidades

“É preferível achar outra saída”, diz prefeito Clécio, sobre rumores de Lockdown no Amapá

Prefeito volta a apelar para população ajudar, rechaça fake News, apela por mais médicos e alerta para possibilidade de adotar medidas mais enérgicas.


Cleber Barbosa 
Da Redação

 

O prefeito de Macapá, Clécio Luís Vilhena (REDE), voltou ao rádio nesta quinta-feira (7) para rebater mais uma vez rumores de que o Amapá poderia decretar o chamado “lockdown” no estado, medida que algumas cidades vêm adotando devido à escalada da pandemia do Covid-19. Ele diz que o modelo de distanciamento social implantado por aqui se assemelha muito ao que vem sendo feito com o título de lockdown, em lugares como o Maranhão e o Pará, portanto mostra que as medidas adotadas foram corretas e que seria preferível achar outra saída – com qualquer que seja o nome.

 

Clécio foi entrevistado durante o programa LuizMeloEntrevista, da rádio Diário FM (90,9) e se disse muito preocupado com a elevação dos índices do Amapá na pandemia, atribuindo principalmente ao fato de muita gente estar desrespeitando as regras do isolamento residencial e voltando a circular nas ruas da capital. “Nosso monitoramento mostra que o índice de isolamento está em 40% apenas, o que é um absurdo, a população precisa voltar a fazer o distanciamento social, caso contrário vai exigir da gente medidas ainda mais enérgicas”, ponderou.

 

Ele disse que as autoridades locais tem dialogado com outras pelo Brasil, para trocar informações e compartilhar experiências. Sobre o modelo de lockdown, não há o fechamento de bancos, lotéricas, farmácias e supermercados, por exemplo, o que o prefeito diz ser na prática o que já ocorre por aqui.

Iminente

 

Clécio diz que o Amapá está na iminência de um colapso na rede de saúde por conta da escalada epidemiológica e apela para que as pessoas fiquem em casa. “Nós estamos entrando em colapso e o que é mais grave é que as pessoas podem começar a morrer na porta dos hospitais por falta de vagas para o atendimento delas. Estamos no limite, com nossas unidades básicas de saúde abarrotadas”, disse ele.

Violência

 

Ainda sobre a maior demanda nas unidades do município, ele comentou um incidente envolvendo supostas agressões a um profissional médico numa UBS de Macapá. O prefeito diz que como tem muitos casos suspeitos, o atendimento está demorando muito, mas que é preciso ter muita calma. “Ali são locais de acolhimento, de cura, de paz, então é preciso ter muita calma e por traz daquelas paredes existem profissionais de saúde que precisam ser respeitados, pois estão ali para atender a população, arriscando a própria saúde, num ambiente de alto risco e isso deixando as próprias famílias em casa”, reforça.

 

Ele fez um apelo para que profissionais médicos possam se apresentar para trabalhar no município, que mais do que nunca está precisando de médicos.

 

Clécio aproveitou para repudiar mais uma vez a disseminação criminosa de notícias falsas pelas redes sociais, uma prática que está matando as pessoas ou, no mínimo, trazendo o terror psicológico. “É preciso se estabelecer um padrão que não seja nem a negligência extrema, nem o pânico, encarando com responsabilidade a gravidade dessa situação que estamos vivendo e que certamente terá graves consequências quando isso tudo passar, com gente perdendo o emprego, empresas quebrando, não tenho como achar outra palavra para definir tudo isso a não ser tragédia”, completou.


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