Entidade de batuque e marabaixo repudia atitude do pároco da Jesus de Nazaré
Em nota, AABM entende que impedir Dança do Marabaixo no interior de igreja é preconceito.

A Academia Amapaense de Batuque e Marabaixo (AABM) emitiu nota intitulada ‘Nota de Repúdio’ sobre a proibição de dança de marabaixo no interior da Igreja Jesus de Nazaré, domingo próximo, como parte da programação da Festa do Divino Espírito Santo invocada pela comunidade marabaixeira.
A proibição foi feita pelo novo pároco da Igreja Jesus de Nazaré, padre Luiz Miranda, com a concessão de espaço para os marabaixeiros na Santa Missa de domingo, em homenagem ao Divino Espírito Santo, a pedido da família de Mestre Pavão.
Segundo Daniela Ramos, uma das militantes da nova geração do Marabaixo amapaense, ao ser contactado pela família de Pavão sobre o uso da igreja para a Missa e a Dança do Marabaixo em honra ao Divino Espírito Santo, o padre aceitou a cerimônia religiosa, quanto à dança, sugeriu que aconteça na frente do templo.

A AABM, cujo presidente é o padre Paulo Roberto Matias, na Nota de Repúdio diz que “vem de público repudiar a atitude precipitada do novo pároco da Paróquia Jesus de Nazaré, que de uma forma desrespeitosa, sem entender o verdadeiro sentido da maior manifestação cultural do Amapá, impôs limites para que o grupo Marabaixo do Pavão se manifestasse dentro da igreja”.
Depois de lembrar que a comunidade marabaixeira é católica, a entidade diz: “No ano em que o Papa Francisco convoca um Sínodo para refletir sobre a Igreja e a Evangelização na Amazônia, atitudes preconceituosas não condizem com tudo aquilo que o Santo Padre nos convida a construir”.
Concluindo, a Nota roga “Que São José, Nossa Senhora Aparecida e São Benedito intercedam por nós, e que os ribeirinhos, índios e negros possam ser os protagonistas desse novo tempo”.
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