Epicentro da Covid-19 está no Centro de Macapá, revela superintendente da SVS
Maioria dos casos confirmados de coronavírus está no Centro de Macapá. Revelação foi feita a partir de um estudo realizado com base em dados de mapeamento, georreferenciamento, mapa de calor e investigação de equipes de campo.

Elden Carlos
Editor
O superintendente de Vigilância em Saúde do Amapá, Dorinaldo Malafia, afirmou nesta terça-feira (28) que o epicentro da contaminação de coronavírus na capital, Macapá, é o Centro da cidade. A conclusão foi feita a partir do mapeamento, georreferenciamento, mapa de calor e investigação de equipes de campo.
Os dados fazem parte de um levantamento feito entre os dias 14 e 27 abril com 220 pacientes que atestaram positivos para doença.
“Já estamos em epidemia, ou seja, o vírus se espalhou. Estamos reiterando a todo o momento que o isolamento social é a única opção para iniciarmos o achatamento da curva de contágio. Se as pessoas não entenderem que precisam ficar em casa, teremos consequências ainda maiores às que já estamos passando, com a morte de dezenas de pessoas. Não adianta os órgãos e governos montarem estratégias se a população não fizer a parte dela”, alertou Malafia.
Outra preocupação demonstrada pelo superintendente é quanto à transmissão horizontal – do Centro para áreas periféricas. “Se o vírus começar a circular do Centro para áreas periféricas, de baixada, por exemplo, onde as pessoas estão aglomeradas e sem saneamento básico, teremos casos em larga escala. Isso não é alarmismo. São informações baseadas em estudos sérios. Volto a repetir: o isolamento social é a única maneira eficaz de combater a propagação da Covid-19”, declarou.
Dorinaldo Malafaia foi além. Disse que se a população não tomar as medidas de isolamento social agora, nas próximas duas semanas os casos podem dobrar, ou seja, o Amapá pode passar a ter mais de 2 mil casos da doença, entrando em colapso total.
O estudo recente, feito com os 220 pacientes positivos, revela que 34% deles tem 55 anos de idade. Todos apresentam algum tipo de doença cardíaca, respiratória, de hipertensão, diabetes ou obesidade. “São pacientes que compõem o grupo de alto risco. Aliás, estamos mudando o protocolo de atendimento nas unidades de saúde. As síndromes gripais passam a ser investigadas como suspeitas para Covid-19 e esse paciente já entra em tratamento e isolamento. Tudo para garantir um tratamento eficaz”, concluiu.
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