Cidades

Escalada da Covid em Macapá não é um pico transitório, mas uma tendência de crescimento

Coordenadora de Enfrentamento ao Covid-19 em Macapá vai ao rádio e fala da manutenção das médias há duas semanas, mas destaca as vantagens comparativas para evitar agravamento de pacientes.

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Cleber Barbosa

Da Redação

 

A enfermeira Verônica Cambraia, da Coordenadoria de Enfrentamento à Pandemia em Macapá, disse em entrevista no rádio nesta quarta-feira (28) que a escalada de aumento de casos registrada nos últimos dias não é um pico isolado, nem transitório, mas há uma tendência de aumento do quadro epidemiológico da Covid no município de Macapá. Ela falou ao programa Café com Notícia, na Diário FM (90,9).

Ela lembrou que essa tendência vem sendo observada em vários países e também em cidades importantes do Brasil. “Na Europa as autoridades já afirmam se tratar de uma segunda onda, aqui a gente ainda não consegue afirmar ou descartar essa possibilidade, porque a gente precisa de mais tempo epidemiologicamente falando para fazer essa análise, mas a gente vem sim fazendo essa alerta para a população”, disse a especialista.

Ainda de acordo com informações repassadas por ela, é muito importante usar de toda a transparência possível no trato dessas informações, mas com a devida cautela, segurança e responsabilidade possíveis essas informações.

Verônica também lembrou que até a presente data não se tem a medicação exata para o tratamento – ou cura – da nova doença, daí a importância de a população continuar adotando as medidas e protocolos que evitam o contágio.

Para se reduzir os números, disse ela, e conseguir o achatamento da curva, o protagonismo é de todos para se evitar uma segunda onda. “A gente vem analisando de todas as formas esses números e recomendando por meio de um instrumento que é o parecer técnico, que o nosso gestor tome as medidas que são de sua competência para que a gente consiga reduzir os números num tempo hábil para que se evite o estrangulamento do serviço público de saúde e a gente consiga evitar a segunda onda”, ponderou.

Por fim, a coordenadora fez análises sobre os cenários que levaram a essa elevação dos casos confirmados do Covid em Macapá, como o processo das campanhas eleitorais e o próprio relaxamento das pessoas possivelmente cansadas pelo longo período em que se tem adotado os protocolos sanitários.

“Mas a nosso favor ainda temos o diferencial da atenção primária, coisa que muitos países como os Estados Unidos e outros da Europa não têm, então aqui é possível agir antes que essas pessoas cheguem contaminadas à rede hospitalar, então eu acredito que essa é a nossa maior aliada nesse momento, pois a gente tem como fazer a abordagem precoce e diminuir os riscos de complicação do quadro do paciente”.

 
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