Especialista orienta sobre a importância do pré-natal para prevenir riscos na gestação
Acompanhamento regular permite detectar alterações como hipertensão, diabetes gestacional e anemia, contribuindo para uma gravidez mais segura para mãe e bebê

Durante a gestação, o acompanhamento pré-natal é fundamental para identificar precocemente alterações que podem aumentar os riscos para a mãe e o bebê. O Governo do Amapá orienta que a gestante inicie o acompanhamento o quanto antes e mantenha consultas e exames regularmente, mesmo quando não apresenta sintomas.
“O pré-natal é o momento em que conseguimos identificar os fatores de risco, acompanhar a evolução da gestação e agir antes que uma alteração se transforme em uma complicação. Por isso, é importante que a gestante não espere sentir alguma coisa para procurar atendimento”, orienta Ronaldo Sarges, enfermeiro obstétrico há 27 anos, no Hospital da Mulher Mãe Luzia.
Entre as alterações que precisam ser monitoradas estão a hipertensão e o diabetes gestacional, que podem surgir com maior frequência a partir da segunda metade da gravidez. Anemia e infecções também exigem atenção, pois, quando não identificadas e tratadas adequadamente, podem aumentar o risco de complicações, como parto prematuro e problemas para a saúde da mãe e do bebê.
A atenção deve ser ainda maior para gestantes adolescentes, mulheres mais velhas, com histórico de várias gestações, hipertensão, anemia ou outros fatores associados. Mulheres que enfrentam dificuldades de acesso aos serviços de saúde também devem procurar a unidade básica de referência assim que identificarem a gravidez. A partir da avaliação, a gestante pode ser acompanhada na atenção básica ou encaminhada para o pré-natal de alto risco, quando necessário.
“O mais importante é começar o pré-natal o quanto antes e manter as consultas e os exames em dia. Mesmo quando a gestante se sente bem, algumas complicações podem não apresentar sintomas no início. O acompanhamento permite que a equipe reconheça essas alterações e faça o encaminhamento necessário”, reforça Ronaldo Sarges.
Nas áreas ribeirinhas, onde o trabalho das parteiras tradicionais ainda faz parte da realidade de muitas famílias, o acompanhamento pode ocorrer de forma integrada com os serviços de saúde. Consultas e exames são essenciais para identificar precocemente possíveis alterações e garantir que a gestante receba o cuidado adequado durante toda a gravidez.
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